Frase da semana

A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)

sábado, 1 de maio de 2010

SOBRE O DIA DO TRABALHADOR

Por: Everton Marques de Carvalho


Por volta de 1860 ocorreu ao redor do dia 1º de maio nos Estados Unidos uma greve geral, poucos anos depois foi instituído com esse caráter sindicalista o dia do trabalhador, não demorou muito e a marca do capitalismo usurpou dos trabalhadores a primeira de suas con-quistas, o seu feriado. Desde então o dia passou a chamar-se “Dia do Trabalho”, ou seja, o trabalho passou a ser mais importante que o trabalhador.

O Brasil especializou-se em camuflar as lutas trabalhistas e criar uma nação de Paz e Amor. Nesse dia, os patrões deixam de lado a sua marca fundamental que é a cara fechada e as ordens aos trabalhadores e passam a dar-lhes presentes, festas. Fazem com que os traba-lhadores pensem que são bonzinhos, que não os enxergam como engrenagens das grandes máquinas que são as suas indústrias.

O 1º de maio não é um dia para se celebrar o trabalho, é um dia para lembrar e come-morar as conquistas dos trabalhadores, lembrar daqueles que foram pesos torturados e até mortos porque lutaram para que hoje os trabalhadores possam desfrutar das regalias que hoje têm.

O 1º de maio não é um dia para os trabalhadores ovacionarem seus algozes patrões em festas e shows, é um dia em que eles devem se mobilizar em busca de melhores condições de trabalho, por uma jornada de trabalho menos exaustiva, por salários justos, por qualidade de ida, segurança, por escolas dignas de receberem os filhos deles, que são heróis nacionais.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A que ponto chegamos


Por: Everton Marques de Carvalho*

Parece ciosa de “2012” ou “O dia depois de amanhã”, mas foi verdade o que aconteceu. Foi na Índia, em uma ilha de um arquipélago disputado entre este país e Bangladesh. A ilha fica no Golfo de Bengala e simplesmente sumiu sob o oceano Índico.
A culpa é de quem? Da natureza? Da Índia politeísta? De Bangladesh que é Cristã? A resposta é a máxima do pensamento acomodado: “A culpa é do sistema”. Ainda bem que não é da natureza, porque a coitada está sendo culpada injustamente de muita coisa.
A culpa é do sistema capitalista industrial imposto pela civilização euro-norteamericana que, sob o comando do Império de Satã, a quem chamamos carinhosamente de Estados Unidos da América, essas indústrias fazem com que o planeta fique com uma temperatura cada vez maior que a da casa de seu chefe.


* Graduando em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; graduando em Pedagogia pela Faculdade Adventista de Educação do Nordeste; desenvolve estudos em Ciência Política (autodidática); e-mail: everton.mdecarvalho@yahoo.com.br

domingo, 21 de março de 2010

E disse Lula:

Lula surgiu como um líder para o terceiro mundo, faz relaçoes pacíficas com quem olha para o ocidente com mísseis nos olhos, foi fazer amizade com quem a Globo e a Veja vive falando mal, e de quem os EUA vivem com medo. Se não bastasse fazer amizade com Fidel, Ortega, Morales e Chavez, Lula foi trocar idéias com o presidene do Irã, com a Autoridade Palestina, com gente que odeia a civilização judaica-cristã-ocidental.
Sua frase mostra um pouco de seu caráter pacificador. O que ele quer é levar a paz ao Oriente Médio, mostrar que é tempo de fazer amigos, que não cabe mais um muro de Berlim, ou melhor, um muro de Belém na sociedade tão liberal que os ocidentais dominantes (OTAN) cobram. E eles que financiam a obra do Muro de Belém.

E cada uma...

Igreja cria curso na Itália para sogra não interferir em vida de casal. Foi isso que a BBC postou em seu site nesta semana.
Talvez esse seja o medo de que muitos casais se desfaçam. Pois, como já é sabido de todos, um dos grandes vilões de uma coisa chamada matrimônio feliz é a sogra. Repare num casamento, todos estão felizes, comemorando, mas a sogra do noivo não. Ela está ao lado de seu esposo, aos prantos, ela chora copiosamente, ao ponto de despedaçar-se em lágrimas, pois a sua filha está entregue aos desejos mais intrínsecos de um homem.

O pai da moça tenta confortá-la em vão. Mas a outra sogra, essa é mais complicada de lidar. A mãe do noivo. Enquanto a mãe da noiva inferniza o casamento não falando mal do homem, como faz a mãe da noiva. Mas ela fala mal de tudo na noiva, se a comida tem tempero, ela reclama, se falta tempero, reclama mais ainda. Quando a moça é magra e pouco pigmentada ela fala que seu filho vai passar fome ou que a moça é doente. Se a moça é pigmentada ou tem um pouco de carne, ela reclama porque sua nora é gorda.

Seja mão da noiva ou do noivo, as sogras farão de tudo para interferir no casamento de seus filhos, com o objetivo de recuperá-los, trazê-los de volta ao lar, como a galinha que quer todos os pintinhos sob suas asas. Mas a diferença é que quando os pintinhos viram galos elas ainda os querem de volta.

Esse curso é uma salvação para incontáveis matrimônios, pois estas sogras aprenderão que seus filhos devem um dia sair de casa, e irem constituir novas famílias.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sobre os Direitos Humanos


Por: Everton Marques de Carvalho[I]

Foi veiculada na tarde de terça-feira (17/03), no Jornal Hoje, da TV Globo, uma notícia falando acerca de um fato ocorrido no interior do estado de São Paulo, em que uma mãe acorrenta seu filho à cama na tentativa de afastá-lo do uso do carck. Sabe-se que o crack mata em média no terceiro ano de uso.
O instinto protetor, exclusivo aos mamíferos, consiste no fato de os pais, ou a mãe fazerem o que for preciso para garantir o bem-estar de sua prole. Pois bem, com os seres humanos não é bem diferente. O caso ocorrido em 2009, quando uma mãe se joga num buraco sem saber nadar para salvar o seu filho de um afogamento resume isso, o Homem é um animal que usa a razão, as na maioria de suas ações são comandadas pelos seus instintos.
Para conter esses instintos foi criada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz em um de seus tantos artigos: “Todo ser humano tem direito à Vida e à Liberdade”, e foi se valendo desse princípio que o Estado de Direito existente no Brasil puniu a mãe. Dizendo que ela privou a seu filho da Liberdade e da vida.
Mas, que vida seria essa onde o menino estaria condenado a uma morte prematura, ou pela droga, ou elos que alimentam à sua morte lenta e dolorosa, não só pra ele, mas para toda a família? Que liberdade seria essa, sabendo-se que esse menino está preso ao vício que o matará em breve? Que liberdade terá essa família uma vez que esta também sofre os efeitos das drogas.
O eu essa mãe fez foi um gesto de amor, um gesto que expressa o quanto ela quer bem ao seu filho, um gesto que mostra o quanto uma mãe é capaz de querer bem ao seu filho. Mesmo sabendo que ele sofre, sofrendo em virtude do sofrimento de seu filho, mesmo sabendo que seria punida pelos “defensores” dos Direitos Humanos.
O Estado brasileiro deve sim lutar pelos direitos à vida, à liberdade, à uma vida digna. Não pelos que vivem a descumprir a Lei, os que fazem com que mães sofram em virtude da certeza da morte prematura de seu filho. O Estado deve lutar pelos Direitos Humanos dos que são humanos, dos que trabalham, dos que saem de casa para defender o seu pão feito de suor, pelos que precisam ser defendidos, não pelos que roubam e salteiam, dos que matam famílias inteiras.


[I] Graduando em Pedagogia pela Faculdade Adventista de Educação do Nordeste (FAENE); graduando em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); e-mail: everton.mdecarvalho@yahoo.com.br; home Page: http://arvoredaliberdade.blogspot.com/.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O horário nobre: uma apologia à promiscuidade


Everton Marques de Carvalho[1]

Já se teve tempos benignos na televisão brasileira, mas isso foi em épocas passadas. O Brasil é o país onde mais se produz telenovelas em todo o mundo, e nisso é internacionalmente reconhecido como o país melhor que o faz. Mas houve tempos em que as novelas tratavam especialmente da cultura, do modo de vida do brasileiro. Cada autor escolhe seu cenário, uns preferem as áreas de classe média, outros retratam as Elites burguesas, há os que retratam a vida no campo, outros retratam as cidades, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, tem os que retratam cidades pacatas do interior, os contemporâneos e os que produzem novelas de época. Mas o Brasil sabe fazer telenovela.
Os temas variam de acordo com época, cenário e conjunto de personagens. Mas as duas últimas décadas têm presenciado um fato comum nas telenovelas brasileiras, a família ficou em segundo plano, os casais se desmancham e o adultério reina e o público fica a desejar o desmantelamento de lares. Os entorpecimentos e as orgias tomam conta do horário nobre, permitem que verdadeiras crianças, jovens que ainda não debutaram, presenciem a promiscuidade que a televisão brasileira produz.
O horário pós-telenovela, que é dedicado ao cinema, ao esporte e ao humor. No ano 2002, com a compra do Reality Show Big Brother Brasil o Brasil ganhou uma nova conotação de sucesso pessoal, ao proporcionar que pessoas anônimas tivessem na tela da maioria dos televisores brasileiros, tendo audiência Durante três meses, período em que na precisam fazer o mínimo esforço para garantir o sustento. Estas pessoas então passaram a ser  vistas como o modelo de sucesso. Para a juventude brasileira a principal meta estabelecida passou a ser entrar ara o BBB.
A princípio um programa inocente, onde oito casais são colocados em uma casa totalmente desligados do mundo exterior tendo 190 milhões de olho fixos no que eles estão fazendo, sai um participante por semana e no final um deles leva o prêmio de 1 milhão de reais. Mas a TV Responsável pelo programa escolhe as cenas que chagarão a telespectador, e estes escolhem quem fica ou que sai. Se a TV quer tirar alguém, é só colocar no ar os pontos negativos dessa pessoa, e suprimir os pontos negativos. E é assim que é feito.
Um programa de televisão com gente jovem e bonita, que por um curto período são o objeto de desejo de todo um país. Esse é o poço dos desejos das revistas de conteúdo adulto. As duas edições anteriores tiraram do anonimato prostitutas e atrizes pornográficas, o que chamou mais ainda atenção para o programa. Antes da 5ª edição do programa, causava  espanto uma participante mostra-se para uma revista masculina. Nesta, que é a décima edição, além do festival de pederastia, as participantes biologicamente femininas já se preocupam com a quantidade de revistas masculinas que será vendida quando elas voluntariamente mostrarem suas vergonhas.
Que impactos declarações e situações como estas causam na sociedade brasileira. Seria heterofóbico fazer uma apologia à pederastia, mas o que se prega todas as noites no canal 11 durante o horário nobre é o ápice da depreciação sócio-cultural brasileira. Ou seja, o ideal do homem é ser pederasta e o ideal da mulher é mostrar suas intimidades aos tarados de plantão (que compram as revistas masculinas e sustenta a indústria da promiscuidade). O horário nobre tem se tornado o ponto mais profundo do mar de promiscuidade e imoralidades que a televisão brasileira se transformou.


[1] Graduando em História pela UFRB, graduando em Pedagogia pela Faculdade Adventista da Bahia; e-mail: everton.mdecarvalho@yahoo.com.br

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Em casa de ferreiro, espeto é de pau


Everton Marques de Carvalho[1]

Foi veiculada nos jornais escritos e falados que o número de militares brasileiros mortos no Haiti ultrapassa duas dezenas, nada contra. As vidas ceifadas de nossos heróis nada fizeram além de enaltecer a pátria. Os bravos heróis entregaram suas vidas em nome de outras vidas, salvaram milhares da destruição física e moral, livraram-nas da criminalidade, deram ao Haiti a chance de ver à linha do horizonte  a possibilidade mudança, o sentimento de tristeza toma conta de peitos civis ao saber que militares brasileiros deram a vida em missão de paz, na tentativa de irar do Exército Brasileiro a macha branca da Opressão (1964-1984).
Mas, porque “Em casa de ferreiro, espeto de pau”? Porque vidas inocentes, que poderiam ser salvas são perdidas diariamente, nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Vidas brasileiras que se perdem em uma guerra civil não declarada do banditismo, que num ato de extrema “burrice” luta entre si, em poder dos pontos de comércio de drogas ilícitas. O Estado brasileiro sempre foi montado nas barbas da burguesia dominante, e esta finge que se une ao Estado no combate ao banditismo.
Mas essa burguesia que se esconde atrás de muros altos, cercas elétricas e guaritas blindadas, e finge combater o banditismo, o faz apenas em campanhas publicitárias. Anunciam na mídia nacional reclames horrendos distanciando-se da árvore do tráfico, colocando as vítimas oprimidas, os favelados como os agentes do comércio de entorpecentes. Hoje as drogas ilícitas mais caras, as que movimentam mais ainda a árvore do tráfico ilegal, se mostram presentes nas festas em bares freqüentados pelos filhos dessa burguesia dominante.
Essa burguesia dominante faz, de maneira forçosa, com que as vidas dos que deveriam promover a paz internamente se ceifem em missões como esta no Haiti, em Serra Leoa ou em Timor Leste. Mas se esquecem que as maiores cidades brasileiras se encontram em uma guerra sangrenta, que mata mais que o conflito árabe-israelense. A burguesia prefere passar ma imagem de compadecida para com os países pobres e neo colonizados do “Terceiro Mundo”.
A violência nas favelas das capitais brasileiras já chamou atenção da ONU, que cogitou fazer no Brasil o mesmo que o Brasil faz no Haiti. Deve-se pensar no porque de o Brasil não pacificar seus territórios, aliviar as tensões internas, e só depois aliviar as tensões dos outros. O banditismo brasileiro é burro, pois deveria combater essa burguesia que segrega os oprimidos em favelas, criando campos de concentração, onde os marginalizados se matam, poupando da polícia e das forças armadas esse papel.
O que o Exército Brasileiro deveria estar fazendo é intervir nas favelas, eliminar  as milícias. Mas o que deveria ser feito para resolver de vez esse conflito era eliminar essa burguesia que de várias formas financia essa guerra, que a Polícia tenta em vão combater, e os que deveriam combater, se mostram de embaixadores apaziguando o caos causados por outros. São ferreiros que se orgulha de terem em suas casas espetos de pau.


[1] Graduando em História pela UFRB, graduando em Administração pela Faculdade Adventista da Bahia; e-mail: evertoncarvalho001@gmail.com