Frase da semana

A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Aula de Democracia ministrada pelo PSDB e pelo PSD no Pinheirinho-SP

Cansado de ser pupilo de Serra e Alckmin, que vai aos poucos se perpetuando como governador de São Paulo, o prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab saiu do PSDB, Partido da Social DEMOCRACIA Brasileira e fundou o PSD, Partido Social DEMOCRATA. Mas de social e democrata os partidos acima citados não têm nada. As ações do aparelho coercitivo do Estado, a Polícia, mostram o caráter elitista e exclusivista dos governos de Alckmin e Kassab. Os rapas, ações da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana contra ambulantes, e as ações de reintegração de posse servem apenas para beneficiar os grandes empresários, principais cabos eleitorais do PSDB.
O uso da força já se tornou comum contra populares em SP, pessoas que trabalham informalmente, que buscam o pão muitas vezes clandestinamente porque o Estado não oferece meios de consegui-lo legalmente; sem-tetos, que por não terem emprego fixo, e serem oprimidos quando na informalidade não conseguem uma moradia, tampouco o terreno porque a maioria está sob propriedade das grandes empresas, e os demais estão em áreas de risco.
Inúmeras comunidades com a do Pinheirinho são desocupadas à força, em ações nas quais os pertences, documentos dos moradores são desconsiderados, muitas casas foram derrubadas pelas retro-escavadeiras sem que os moradores houvessem tirado seus pertences, e nisso se vai meses, anos de trabalho, todo um investimento de uma vida, de pessoas que foram excluídas das benesses do Estado de Bem-Estar Social empreendido pelos partidos de extrema direita no Brasil, a saber, PFL, atual DEMO, PSDB e agora o PSD.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem diz que Todos os seres humanos têm direito à moradia, e o que mais se nota onde há uma predominância de governos de direita é um número cada vez maior de desabrigados, moradores de rua, desempregados. No Brasil não é diferente, e uma corrente política que combate os comunistas por privarem o direito de ir e vir, privatizam rodovias e linhas de trem, e privam de muitos o direito à alimentação, trabalho, remuneração digna e moradia. E se bem estudarmos, perceberemos que Democracia é bem mais que escolher os governantes de maneira direta ou indireta. É poder ir, vir, comer, beber, morar, estudar; é ter segurança, saúde, trabalho, liberdade para comprar, consumir; é ter acesso à informação, poder cobrar dos governantes e ter acesso a seus diretos. O que, para muitos, não tem ocorrido onde prevalecem os governos de direita, principalmente no sudeste do Brasil, onde predominam o PSDB, o DEMO e o PSD.

Bandidos aterrorizam Governador Mangabeira durante assalto ao Banco do Brasil*

Aproximados cinco elementos a bordo de um carro não identificado invadiram a cidade por volta de 01h00 da madrugada dessa quinta-feira e foram em direção ao Banco do Brasil onde tentaram assaltar a agência do município. Entretanto no momento da ação o Srº Alvino Gonzaga, com idade aproximada aos 45 anos que trabalhava como “vigilante das ruas” (Um cidadão que sai apitando durante as madrugadas, como de costume nas pequenas cidades do recôncavo. Esse profissional tem salário pago pelos próprios moradores dos bairros da cidade, onde funciona o serviço), passando pelo local, presenciou o suposto assalto, quando tentou fugir, foi alvejado com três tiros vindo a óbito.
A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram os disparos, porém a viatura estava em diligência em Cachoeira e ao chegar não encontrou mais os bandidos que fugiram em sentido ignorado. A Polícia Técnica encontra-se periciando o local, o valor roubado não foi informado. Um pé de cabra e luvas foram deixados no local

*Reportagem extraída do site Voz da Bahia, feita por Fábio Santos, no dia 26 de janeiro de 2012, http://www.vozdabahia.com.br/index/blog/id-25397/bandidos_aterrorizam_governador_mangabeira_durante_assalto_ao_banco_do_brasil

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um país que declara guerra aos miseráveis

Por Jodinaldo de Lucena  Sobrinho

        Quando os escravos decidiram por sua liberdade, resistindo durante décadas, no Quilombo dos Palmares, as forças repressoras a serviço de Portugal, desfecharam brutal ataque contra os negros. Os senhores de engenho não toleravam que escravos negros tivessem direito de lutar pela sua liberdade, deviam viver recatadamente sob estupros, cacetadas e chicotes. A história do Brasil está cheia de relatos de construção de núcleos de povoamento como focos de resistência.    
            Os sertanejos, cansados de ter seu gado roubado pelos coronéis, suas terras serem tomadas, de sofrerem os abusos cometidos pela polícia dos latifundiários, levantaram sua própria cidade em 1893 (O Belo Monte), seu nome entraria para a história como ‘’Arraial de Canudos’’, atribuído pelos inimigos. A intelectualidade do país argumentava que era uma ‘’raça inferior’’, gente suja, fanática, pobre e analfabeta. A burguesia não aceitava que sertanejos vivessem trabalhando para sustentar a si mesmo e suas famílias, deveriam viver sob os ditames dos coronéis. A heróica resistência de Canudos, impondo várias derrotas às forças regulares do exército, pôde demonstrar que um povo humilde do sertão pode sonhar, lutar e impor derrotas humilhantes aos opressores. O Arraial de Canudos foi destruído pelo governo brasileiro, mas a luta dos sertanejos não acabou.
            Os moradores das favelas vivem hoje sob intensa violência policial. A juventude pobre não tem perspectivas de futuro, desempregada, mal instruída, não lhes restando outra alternativa a não ser engrossar as celas das penitenciárias ou a de serem vítimas de um homicídio.  O fato é que ser jovem, pobre e desemprego no Brasil é considerado crime pela polícia. A maior parte das vítimas de homicídio se encaixa neste perfil. Seria apenas mera coincidência?
            A ideologia do ‘’vagabundo’’, ‘’marginal’’ serve como subterfúgio para condenar os que vivem na desgraça, aliás, na história deste país os que vivem na desgraça sempre foram os culpados por tudo. A mídia justifica os crimes cometidos pela chamada força pública e endeusa como mártires, (‘’heróis’’) aqueles que tombaram matando muitos ‘’vagabundos’’. Cria-se a imagem de que os habitantes das periferias são perigosos, dali surgem os ‘’inimigos da sociedade’’ e não se fala da violência que a sociedade causa todos os dias aos moradores das favelas!
            Os filhos dos pobres são aqueles que estudam nas piores escolas públicas, conhecem de perto a fome, discriminação, desrespeito e violência. As escolas públicas estão abandonadas, de nada servem na preparação intelectual da juventude, que não pode entender para que serve uma escola que não lhes ensina nada a não ser tomar seu tempo de vida. É por isso que os alunos já entram na escola pensando no horário de saída, por que essa escola é um fardo, é anticientífica. O ensino brasileiro é legitimador de preconceitos, ideologicamente a serviço da classe dominante e embrutecedor das faculdades mentais.  
           
A ‘’escória’’ do sistema é jogada nos campos de concentração
            As prisões brasileiras são campos de concentração capazes de causar horror a qualquer nazista, deixando-lhes o cabelo arrepiado. São jovens que não terminaram o ensino fundamental constituindo maioria da população carcerária. A parcela considerada perigosa é jogada nas piores condições de existência que até os defensores dos direitos dos animais preferem ignorar.
            O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo (500.000 detentos) vivendo amontoados, sendo violentados, comendo e dormindo mal como seres bestializados. Sujeira, umidade, péssima comida, sem luz e pouca ventilação, vivem nessas condições porque a violência sempre foi um instrumento usado pelo Estado para resolver conflitos. Assim, a militarização é uma tendência que desponta quando a crise social recrudesce não poupando nem as escolas. 
            O capitalismo criou as prisões modernas. É a forma de punição burguesa que criou as imensas cadeias para prender aqueles que consideram como imprestáveis para a produção. Aqueles que não têm especialização alguma, tornando-se inúteis, cuja força de trabalho não pode ser usada são lançados nas prisões para que morram ou passem longos anos de sua vida nessa condição, uma vez que a manutenção dessa condição custa pouco e rende ‘’bons resultados’’. 
            Na história da humanidade existiram várias formas de punição. Muitas vezes os transgressores eram expulsos da comunidade, aos crimes mais hediondos a punição era a morte, cabendo-lhe o direito de fugir. Geralmente o roubo de uma cabra ou de pequenos objetos era resolvido pelos próprios moradores ou por um tribunal constituído por estes. Tudo era resolvido dentro da própria comunidade. A prisão moderna tem funções completamente distinta dessas porque corresponde a uma sociedade que atribui ao Estado a competência de julgar, onde supostamente a vontade do povo estivesse expressa nas leis.  
            Não foi sem uma justificativa ideológica que a burguesia conseguiu colocar milhares de pessoas nas cadeias. Seus intelectuais criaram a farsa da ‘’recuperação’’ para lançar jovens dentro de prisões para ‘’reeducá-los’’ a viver em coletividade. Ainda se justifica isso para detenção de crianças e adolescentes, atribuindo sempre um nome doce (‘’Casa do menor’’, ‘’Centro Educativo’’ etc.) para as cadeias que prendem menores não diferindo em absolutamente das outras. Quais são os instrumentos e métodos usados para os educar? Bastante tortura e pauladas na cabeça!
            Os empresários da fé defendem que a cadeia seja instrumento da sua piedade cristã, chamadas docilmente de ‘’penitenciárias’’, para inculcar-lhes que estão ali pagando seus pecados. 

Sem teto, sem terra e sem emprego
            Milhões de camponeses não tem direito à propriedade da terra. São empurrados aos centros urbanos em busca de trabalho, engrossando os bolsões de miséria nas cidades. Milhões de famílias vivem em habitações precárias: são barracos de lona nos morros, casebres a beira dos rios, embaixo de pontes, viadutos e até jogados na rua. Essa camada não tem emprego, conhece de perto a fome, vive angustias, medo e violência de toda sorte.
            O problema da moradia não será resolvido com políticas de habitação, construção de casas etc., porque tem suas raízes fincadas na diferença entre campo e cidade, numa zona urbana industrialmente desenvolvida e num campo submetido às relações de dependência. Estas raízes estão fincadas num desenvolvimento desigual e combinado, que conservam grandes contrastes como atraso e desenvolvimento coexistindo.
            Está demonstrado que a política de assentamentos não constitui reforma agrária, essa política de desapropriação de terras via indenização, processos judiciais etc., fracassou. A burguesia lança a culpa desse fracasso nos próprios trabalhadores que recebem a terra, vendem e voltam para cidade. O fato é que a burguesia não faz reforma agrária no Brasil porque isso implica em transformações nas relações de produção, está muito além da política de concessão de pequenas propriedades de terra via Estado.



A escravidão do salário mínimo
            O trabalhador vive miseravelmente com um salário mínimo de fome. As vezes é única renda de uma família, obrigando todos os membros da casa a buscarem emprego em atividades informais. Hipocritamente se condena o trabalho infantil, mas não se diz nada a respeito do regime de trabalho assalariado que joga milhões na miséria. Despesas como transporte, água, luz e comida são insustentáveis com uma renda tão baixa.
             A oferta, por parte do governo, de mão-de-obra barata é um incentivo para atrair as multinacionais ao país. A força de trabalho deve ser vendida a um preço que atenda aos especuladores internacionais. Cresce a massa de trabalhadores desempregados, engrossando as fileiras de um gigantesco exército de reserva. Quem não encontra trabalho se submete a toda sorte de atividades humilhantes, para não viverem jogados na sarjeta. Os que não conseguem nada vão pedir esmolas, roubar e viver viciado na droga até que um dia a polícia resolva a questão a seu modo...
            O trabalho assalariado é o regime mais eficiente de dominação, porque o trabalhador pensa que é livre para escolher o que fazer. O opressor não é mais o Senhor feudal ou o dono de escravos o qual se pode ver e identificar; no regime do trabalho assalariado o opressor é toda classe dominante, a burguesia. Mas o trabalhador só consegue viver na medida que o patrão aceite comprar sua força de trabalho em troca de salários, ou seja, o trabalhador pode ser descartado na hora que a classe de proprietários assim o desejar.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Os empresários da fé e o lucrativo negócio das almas no Brasil

Os empresários da fé e o lucrativo negócio das almas no Brasil

Por Jodinaldo de Lucena Sobrinho
           
            O Brasil é um país com profundas desigualdades sociais, marcado por desequilíbrios regionais, onde o desenvolvimento capitalista se deu de forma tardia em relação às potências. O falso discurso do pretenso ‘’progresso’’ contrasta com a dura realidade de 50 milhões de brasileiros vivendo na miséria (aproximadamente 1/4 da população). O fantasma do analfabetismo persegue 14 milhões de pessoas e grande parte da população não consegue compreender o significado de um pequeno texto. O desemprego e a violência marcam a vida da juventude sem perspectivas de futuro, engrossando uma enorme população carcerária, vivendo em campos de concentração capazes de deixar qualquer nazista de cabelo arrepiado.  
            Um país com essas características, marcado por um desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo, em que a riqueza e o atraso coexistem, tornou-se um celeiro fértil para difusão de um poderoso mercado religioso, concentrando nas mãos dos empresários da fé grande poder político e econômico. As igrejas funcionam como empresas cuja missão consiste em bestializar trabalhadores a serviço de empresários religiosos. O vertiginoso crescimento do protestantismo é o indicador que pode atestar o sucesso da propaganda neopentecostal no sentido de arregimentar almas para as fileiras desse promissor mercado de picaretas da fé.

Cenário político: empresários da fé atuando nos bastidores

            No cenário econômico o empresariado da fé já detém canais de TV, rádio, gravadoras, editoras, escolas, universidades e o capital oriundo do mercado das almas já penetra em todos os poros da sociedade capitalista. No parlamento, os religiosos constituíram uma Bancada Evangélica para fazer lobby, cujos interesses escusos estão, inclusive, a revelia das reais necessidades das ‘’almas’’, não se diferenciando, por exemplo, de uma bancada de ruralistas (latifundiários).
            Os executivos da fé utilizam a sua poderosa máquina de propaganda para perseguir politicamente os movimentos sociais (movimento LGBT), desfechando todo seu ódio e homofobia contra os homossexuais. Não tardará o dia em que seus holofotes se voltarão para perseguir os demais oprimidos da sociedade. Lançam mão de grande poder político e econômico para impor seus interesses a toda sociedade. As figuras parlamentares não passam de simples marionetes nas mãos dos ‘’pescadores de almas’’.

Investir pesado no marketing é o segredo do sucesso
            O pastor/empresário sabe que apenas com o dízimo minguado dos fiéis não se pode manter uma máquina gigantesca que são as empresas. As igrejas não são as únicas fontes de recursos, existe um amplo leque de empresas que sustentam o luxo e suntuosidade dos bufões que precisam de bom ambiente para relaxar, enquanto planejam métodos eficientes de pescar almas.
            Milhões de reais são revertidos em propagandas para expansão dos mercados, os tradicionais truques do mercado capitalista como investimento, propaganda e derrubada dos concorrentes são os métodos aplicados para aumentar a influência. 

É necessário derrubar o concorrente
            Para manter o controle dos dízimos e ofertas, para assegurar que o dinheiro não seja desviado por nenhum picareta subalterno no meio do caminho, as altas cúpulas impõem nas igrejas uma rígida hierarquia de funções: diáconos, contadores, tesoureiros, etc., tudo para ter certeza de que a encomenda milionária chegará a suas mãos.
            Mas as empresas da fé também formaram especialistas em pescar almas no quintal dos outros. Como os pastores não podem invadir as igrejas de seus adversários para pescar as almas do concorrente, os missionários passam de casa em casa, disputando corpo-a-corpo, os fiéis. Mas isso não é o suficiente, como se não bastasse, é necessário fazer as cerimônias religiosas no meio da rua, com potentes caixas de som abordam os transeuntes desavisados e toda vizinhança. 

Um discurso eficiente e a promessa de um futuro promissor (no céu)
            Conscientes dos aspectos sociais e econômicos que afligem a população os empresários de fé, munidos de técnicas psicológicas, lançam discursos esperançosos, sustentando que todos os problemas serão resolvidos de maneira sobrenatural. 
            Curas, solução para conflitos no lar, dor, cansaço etc., são os artifícios utilizados para convencer, de maneira bastante sedutora, os desavisados que estão apostando em qualquer coisa para resolver seus problemas por meio da fé. A maioria dos discursos segue esta lógica de raciocínio e se aproveitam das mazelas da sociedade para utilizá-las como instrumento no recrutamento daqueles que sofrem. As igrejas crescem apostando na desgraça dos outros e na infelicidade de suas almas para mantê-las aprisionadas na crença de um futuro feliz após a morte. 

Materialistas para deus, idealistas para os fieis
            Supostamente deus seria o dono de tudo, ‘’criador’’ de todas as coisas, mas porque ele precisa de 10% de toda renda de seus seguidores para manter a regalia de sultão dos pastores? Tal pergunta é meio embaraçosa para aqueles que vivem pregando contra o materialismo, mas vivem à custa do trabalho alheio. Enquanto que boa parte das almas vive em condições de miséria social os funcionários divinos desfrutam de boas condições materiais de existência.

‘’A religião é o ópio do povo’’.

Natal, 04 de dezembro de 2011

Contato: jodinaldolucena@hotmail.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Carta de um preso político perseguido pelo reitor-interventor Rodas por lutar pela Autonomia Universitária Rodas – reitor biônico da Universidade de São Paulo

     João Grandino Rodas, no início de seu mandato, se autodenominava o reitor do diálogo. O movimento combativo da USP nunca se deixou enganar. Rodas, no seu estado larval, se nutriu do chorume da ditadura militar e agora na condição de verme aplica aquele mesmo modelo repressivo aqui na Universidade de São Paulo.

       Em 2007, quando era diretor da Faculdade de Direito, mandou a tropa de choque ao Largo São Francisco para reprimir manifestantes que lutavam contra os decretos do Serra para o ensino superior paulista. 

     Em 2009, redigiu a portaria que pôs a PM no campus Butantã para dissolver piquetes na greve de funcionários. Foi em 2009 também que o choque perseguiu estudantes, que se manifestavam contra a polícia no campus, do P1 até o prédio da História sob chuva de bombas e balas de borracha. Além disso, a cada greve, a cada piquete, mais e mais estudantes e trabalhadores são processados pela universidade.

     A polícia, mesmo de forma irregular segundo o estatuto da USP, já estava dentro do campus há alguns anos. No dia da morte do estudante da FEA, no primeiro semestre deste ano, a PM estava fazendo uma blitz próxima ao P3 dentro da USP. O assassinato serviu de pretexto para que a reitoria oficializasse a presença da PM na universidade sob o pretexto da falta de segurança.

       Existe a tendência de personalizar a política repressiva na figura do reitor, mas devemos ter clareza de que ele está aqui para cumprir um papel determinado pelo governo do estado de São Paulo. O estado burguês aplica aqui na universidade uma política privatista que se traduz em terceirizações, incentivo às PPPs via fundações, descaracterizando o caráter público da universidade, precarização do ensino para dar espaço à iniciativa privada, dentre outras coisas. Ao mesmo tempo em que é privatista, a política do Estado é elitista. A restrição do acesso via muros da universidade e via vestibular, contribui para que o campus se transforme num reduto da “playboyzada”, atraindo a atenção dos excluídos para furtos e assaltos.

       Rodas é um interventor do Estado dentro da universidade. É um pau mandado do Governo estadual. Ela aplica a política de destruição da universidade de forma mais contundente que outros setores da burocracia acadêmica e acaba gerando alguns atritos interburocráticos os quais costuma ignorar, pois tem o respaldo de Geraldo Alckmin e de sua camarilha pró-capitalista.

Reunião de negociação do dia 07/11 
          A segunda reunião de negociação do movimento de ocupação com representantes da reitoria realizada na última segunda-feira não avançou em relação à primeira. A reitoria propôs, novamente, um grupo de trabalho misto (movimento e burocracia) para revisar o convênio com a PM e outro grupo de trabalho para rever um a um todos os processos administrativos contra estudantes e trabalhadores. Os negociadores da reitoria, Messias e Amadio, queriam firmar um acordo de desocupação do prédio da reitoria com os representantes do movimento nos moldes que devem estar acostumados a fazer com a burocracia estudantil. A comissão da ocupação se comprometeu apenas a levar a “nova” proposta à assembléia estudantil e isso não era o suficiente para a reitoria, que não se comprometeu a adiar o prazo da reintegração de posse do edifício. Ademais, condicionou a reunião seguinte à desocupação. A reitoria pagou para ver.

08/11 – Pra quem ainda tinha alguma dúvida...
        O movimento de ocupação do prédio da reitoria vinha travando o debate sobre a presença da PM no campus colocando que se trata de mais um passo na escalada repressiva do Estado e da burocracia acadêmica que tentam calar as vozes que se levantam contra a política privatista e elitista para a universidade. A reitoria, com a ajuda da mídia burguesa, tentava ganhar a opinião pública caracterizando o movimento como sendo de maconheiros e baderneiros. O senso comum, de maneira geral comprou a idéia de que é a questão de segurança o plano de fundo de todo esse embate.                                                                                                                                    

        A PM não está no campus para garantir a segurança da comunidade USP. Para quem ainda tinha alguma dúvida, a entrada de 400 policiais armados para prender 73 estudantes, que estavam se manifestando politicamente na reitoria ocupada, demonstra cabalmente a função da PM na USP. Não há argumento que justifique tamanha utilização de força a não ser a perseguição política ao movimento. Serão mais 73 processos criminais e  mais 73 processos internos administrativos, totalizando o recorde de 146 novos processos. É a política do terror para barrar o movimento.

       O movimento estudantil que novamente se levanta deve se pautar pela questão mais imediata, que é a da perseguição política dentro da universidade. Não podemos parar até a retirada de todos os processos políticos contra estudantes e trabalhadores e da PM da USP (bandeira congressual há anos). Qualquer outra orientação para o movimento é distracionista e tenderá a nos levar à derrota.

         Não existe segurança no capitalismo. Não podemos nos deixar levar pelo argumento da falta de segurança na universidade. A polícia está em todo lugar e em todo lugar há crimes. A falta de segurança é fruto da sociedade de classe, da exploração do homem pelo homem, do desemprego, da exclusão, da falta de oportunidades. É a opressão de classe a que é submetida a maioria da sociedade a causa da violência. Isso é capitalismo. 

         Defendemos a revolução e ditadura do proletariado porque ela é necessária para destruir a ditadura de classe da burguesia, que é o conteúdo até mesmo do mais democrático dos regimes sob o capitalismo. Só a sociedade sem classes, o comunismo, vai dar iguais oportunidades a toda humanidade e encerrar a barbárie social que o capitalismo nos impõe. A questão de segurança, portanto, jamais vai se resolver com mais ou menos policiais nas ruas ou na universidade. É utopia acreditar nisso. Isso sim é idealismo. O fato é que a polícia no campus significa mais repressão. Recusamo-nos a cair na conversa mole do governo, de sua marionete Rodas e da imprensa vendida, que usam o uso da maconha e a criminalidade para impor mais repressão. Erguemos nossos punhos dentro e fora da universidade para combater a opressão de classe, que se concretiza na polícia.


10 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bem Vindo à Marinha dos Estados Unidos

Problemas com o sistema de sanitários do porta-aviões USS George H.W. Bush está causando sérios transtornos aos mais de 5 mil tripulantes a bordo.

Já maginou fazer uma viagem, digamos, de Porto Alegre até Salvador em um ônibus sem banheiro e por uma rodovia completamente sem acostamento? É algo parecido com isso que os marinheiro do porta-aviões USS George H.W. Bush estão vivendo, com a diferença de que eles estão no meio do oceano.

Informações vindas da própria Marinha norte-americana dizem que todos os 423 banheiros da embarcação estão sofrendo com uma imensidade de problemas. Grande parte deles devido ao sistema de sucção a vácuo,que consiste em 400 kms de tubulações, e vêm apresentando falhas sistematicamente.

Embora pareça uma situação engraçada, na realidade essa circunstância está gerando diversos problemas para o bem estar dos mais de 5 mil marinheiros que estão à bordo do porta-aviões. Alguns alegam que levam mais de uma hora andando pela embarcação até encontrar um local onde possam fazer suas necessidades, enquanto outros acabam aliviando em garrafas, chuveiros ou pias.

Mas quem não tem essa sorte (ou não quer ser pego pelos oficiais agindo ilegalmente), principalmente no caso das mulheres, acabam tendo de segurar suas necessidades por tanto tempo que estão começando a desenvolver infecções urinárias devido ao problema com os banheiros.

Enquanto os marinheiros culpam a Marinha por ter criado um sistema falho, esta culpa os próprios usuários por estarem “dando a descarga” em materiais inapropriados.

O problema é tão sério que já exigiu dos engenheiros mais de 10 mil horas de mão de obra para tentar ser solucionado, mas ainda sem muito sucesso. Enquanto isso, os tripulantes da embarcação que custo mais de 6,2 bilhões de dólares, continuam buscando alternativas aos banheiros.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/15398-falta-de-banheiros-em-embarcacao-obriga-marinheiros-a-darem-um-jeitinho-.htm#ixzz1dsw1TZff

domingo, 23 de outubro de 2011

Morre mais uma vítima do imperialismo: Muammar Kadafi

Essa foi a notícia veiculada na tarde de sexta-feira (hora de Brasília) pelo mundo. Assim como Che Guevara, Sadadm Hussein e recentemente Osama Bin Laden, Kadaffi foi mais uma vítima do imperialismo ocidental. Seu governo nacionalista, assim como os acima citados, se fechou aos interesses imperialistas, assim como os governos de Evo Morales e Hugo Chávez, Kadaffi quis fazer um país para os que nele nasceram, e não para os que o enxergam como uma fonte de riquezas.
As circunstâncias da morte deixam entender que, assim como Che, Saddam e Bin Laden, Kadaffi foi assassinado. Provavelmente foi morto covardemente, como é caraterístico dos assassinos profissionais que trabalham a mando da OTAN, principais olheiros nas riquezas do subsolo da Líbia, bem como do Iraque, Venezuela, Bolívia e até mesmo do Brasil.
A mando dos interesses imperialistas guerras são travadas, pessoas inocentes são mortas e nos acostumamos com isso, temos que dar um basta nisso. Quem os membros da OTAN pensam que são para matar a todos os que contrariam os seus interesses? Ao acaso seria um crime não compactuar com as políticas imperialistas? Tá na hora de parar com isso.