Frase da semana

A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)

domingo, 4 de julho de 2010

NOTA DE PESAR

A Árvore da Liberdade está de luto!
Isso tem um tríplice motivo, o primeiro é a vergonhosa derrota da "Seleção" Brasileira para a Holanda no último dia 2. O segundo motivo é a derrota Paraguaia para a Espanha, e este desencadeia o terceiro, pois não veremos mais Larissa Riquelme sorrindo, somente em 2014, quando ela estará novamente torcendo pelo Paraguai em terras brasileiras, daqui pra lá eu espero estar torcendo com ela, pelo Paraguai o Pelo Brasil,
o que é o sinônimo de: Ê lá em casa.

sábado, 26 de junho de 2010

A FARSA DO 7 DE SETEMBRO


Conta a História que no dia 25 de junho de 1822 um grupo armado venceu um destacamento do exército Português em Cachoeira, esse foi o início da Guerra que terminou em 2 de julho de 1823 em Salvador.
Nesse turbilhão de acontecimentos no Recôncavo da Bahia aconteceu em São Paulo o mais fajuto ato que foi erroneamente reconhecido como heróico da nossa “independência”, ato que se resume ao reconhecimento lusitano do mérito brasileiro.
Enquanto a corte luso-brasileira festejava e se unia cada vez mais, enquanto brasileiros como o Barão de Belém, Joana Angélica, João das botas, Maria Quitéria e tantos outros que deram e arriscaram suas vidas em nome da independência da Bahia e do Brasil.
Mas nos acostumamos a fomentar o 7 de setembro e o ato de rebeldia do príncipe português Pedrinho de Alcântara, o fruto de um dos inúmeros adultérios da Alteza ninfomaníaca Carlota Joaquina e Espanha, na verdade ele queria apenas chamar a atenção do seu pai, D. João VI.
O 7 de setembro foi tão fomentado como ato de independência que se quer a guerra que deu nome a bairros como o Rio Vermelho (palco da batalha mais sangrenta da guerra), nomes como os acima citados, ou os do primeiro movimento revolucionário do Brasil, a Inconfidência ou Conjuração Baiana, Lucas Dantas um dos principais.
A Bahia deixou de ser lembrada como berço da independência e passou a ser sinônimo de festa e preguiça, os baianos, entre os quais eu me incluo, são tão preguiçosos que fizeram o primeiro movimento pró independência ainda em 1789, enquanto os paulistas, tidos como líderes desta, se recusavam a libertar-se de Portugal, mandando soldados para engrossar as fileiras do exército de D. João.[*]


[*] Este texto faz parte do escrito intitulado A escrita da História e a farsa do 7 de setembro parte de História não contada do que chamam Brasil.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A EDUCAÇÃO POSSÍVEL

 Educação é algo bem mais amplo do que escola. Começa em casa, onde precisam ser dadas as primeiras informações sobre o mundo. Continua na vida pública, nem sempre um espetáculo muito edificante na qual vemos políticos concedendo-se aumentos em cima de seus já polpudos salários, enquanto professores recebem salários escrachadamente humilhantes, e artistas fazendo propaganda de bebida num momento em que médicos, pais e responsáveis lutam com a dependência química de milhares de jovens. Que é público mesmo que não queira, é modelo: artistas, líderes, autoridades. Não precisa ser hipócrita nem santarrão, mas precisa ter consciência de que seus atos repercutem, e muito. Estamos tristemente carentes de bons modelos: milhares buscam alguém que lhes possa transmitir a esperança de que retidão, dignidade, incorruptibilidade, ainda existem.
Mas vamos à educação nas escolas: o que é educar? Como deveria ser uma boa escola? Como se forma e se mantêm um professor eficiente, como se preparam crianças e adolescentes para este mundo competitivo onde todos têm direito de construir sua vida e desenvolver sua personalidade?
É bem mais simples do que todas as teorias confusas e projetos inúteis que se nos apresentam. Não sou contra colocarem um computador em cada sala de aula neste reino das utopias, desde que, muito mais e acima disso, saibamos ensinar aos alunos o mais elementar, que independe de computadores: nasce dos professores, seus métodos, sua autoridade, sem entusiasmo e seus objetivos claros. A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas prejudica mais do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos. Estudar não é brincar, é trabalho. Para brincar temos o pátio e o bar da escola, a casa.
Sair do primeiro grau tendo alguma consciência de si, dos outros, da comunidade onde se vive, conseguindo contar, ler escrever e falar bem (não dá para esquecer isso, gente!) e com naturalidade, para se informar e expor seu pensamento, é um objetivo fantástico. As outras matérias, incluindo as artísticas, só terão valor se o aluno souber raciocinar, avaliar, escolher e se comunicar dentro dos limites de sua idade.
No segundo grau, que encaminha para a universidade ou para algum curso técnico superior, o leque de conhecimento deve aumentar. Mas não adianta saber história ou geografia americana, africana ou chinesa sem conhecer bem a nossa, nem falar vários idiomas se nem sequer dominamos o nosso. Quer dizer, não conseguimos nem nos colocar como indivíduos em nosso grupo nem saber o que acontece, nem argumentar, aceitar ou recusar em nosso próprio benefício, realizando todas as coisas que constituem o termo tão em voga e tão mal aplicado: “cidadania”.
O chamado terceiro grau, a universidade, incluindo conhecimentos especializados, tem seu fundamento eficaz nos dois primeiros. Ou tudo acabará no que vemos: universitários que não sabem ler e compreender um texto simples, muito menos escrever de forma coerente. Universitários, portanto, incapazes de ter um pensamento independente e de aprender qualquer matéria, sem sequer saber se conduzir. Profissionais competindo por trabalhos, inseguros e atordoados, logo, frustrados.
Sou de família de professores universitários. Fui por dez anos titular de lingüística em uma faculdade particular. Meu desgosto pela profissão – que depois abandonei, embora gostasse do contato com os alunos – deveu-se em parte à minha dificuldade de me enquadrar (ah, as chatíssimas e inócuas reuniões de departamento, o caderno de chamada, o currículo, as notas...) e em parte ao desalento. Já nos anos 70 recebíamos na universidade jovens que mal conseguiam articular frases coerentes, muito menos escrevê-las. Jovens que não sabiam raciocinar nem argumentar, portanto incapazes de assimilar e discutir teorias. Não tinham cultura nem base alguma, e ainda assim faziam a faculdade, alguns com sacrifício, deixando-me culpada quando os tinha de reprovar.
Em tudo isso, estamos melancolicamente atrasados. Dizem que nossa economia floresce, mas a cultura, senhores, que inclui a educação (ou vice-versa, com queiram...), anda mirrada e murcha. Mais uma vez, corrigir isso pode ser muito simples. Basta vontade real. Infelizmente, isso depende dos políticos, depende dos governos. Depende de cada um de nós, que os escolhemos e sustentamos.
LUFT, Lya. A educação possível. Veja. Ano 40, nº 20, edição 2009. São Paulo: Abril, maio/2007, p. 22.

disponível em:
http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology/1593608-educa%C3%A7%C3%A3o-poss%C3%ADvel/

domingo, 6 de junho de 2010

a Difícil arte de escolher um candidato

LULA SANCIONA FICHA LIMPA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (4) o projeto ficha limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Segundo a Casa Civil, Lula não fez qualquer veto ao texto aprovado pelo Senado. Como a sanção aconteceu antes do dia 9 de junho, caberá agora ao Judiciário decidir se o projeto provocará efeitos já nas eleições de outubro. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que apresentou o projeto ao Congresso com mais de 1,6 milhão de assinaturas, entende ser possível aplicar já.