Frase da semana

A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Polícia no Brasil: uma força mal paga e com vestígios da ditadura

Por Por Claire de Oliveira  

A greve dos policiais na Bahia reflete o mal-estar de uma corporação historicamente mal paga e coloca em evidência a necessidade de modernizar esta força que ainda utiliza métodos herdados da ditadura militar (1964-1985), segundo analistas.
Na terça-feira, as negociações para pôr fim à greve fracassaram, em meio ao cerco militar aos cerca de 200 policiais entrincheirados há uma semana no Assembleia de Salvador.
A paralisação da Polícia Militar gerou uma onda de saques, incêndios e mais de 120 assassinatos em nove dias, mais do que o dobro da semana anterior, o que obrigou o governo brasileiro a enviar tropas para garantir a segurança do estado.
Estes policiais militares armados (a PM) prometeram "resistir" se forem desalojados à força. Mais de mil soldados cercam a Assembleia desde domingo.
O Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo - cerca de 40 mil por ano, segundo o Ministério da Justiça -, dois terços cometidos com armas de fogo. A esta violência soma-se a impunidade dos criminosos e a corrupção policial.
"No Brasil, o policial é mal pago e isto abre caminho para a corrupção. Está mal preparado e é violento e isso gera muito medo na população. Não foi educado para a democracia, continua sendo um produto da ditadura militar", disse à AFP Walter Maiorevitch, ex-secretário nacional antidrogas.
"O Brasil não pode ainda garantir a segurança pública em um Estado federal. São 27 estados dotados de seus próprios organismos policiais e judiciais que não se comunicam entre eles", acrescentou Maiorevitch.
Existem três tipos de forças de segurança no Brasil: a Polícia Federal (PF) - com melhor formação e mais bem remunerada - e as polícias Civil e Militar de cada um dos 27 estados.
Um projeto de unificação das polícias Civil e Militar aguarda há anos na Câmara.
"Temos um problema histórico de baixa remuneração. Houve promessas feitas durante a campanha eleitoral e depois Dilma Rousseff retrocedeu. Isto gerou insatisfação na polícia", disse à AFP Sandro Costa, da ONG Viva Rio, que milita pela paz e pelo desenvolvimento social.
Segundo Costa, "a tendência é que as reivindicações dos policiais aumentem" porque nos últimos meses a PM dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e São Paulo já fizeram greve e obtiveram promessas de reajustes salariais até 2015.
"Agora o Rio se prepara; uma convocação de greve foi lançada para sexta-feira", acrescentou Costa, informando que Brasília é que possui os melhores salários, enquanto as do Rio estão entre as de salários mais baixos, 1.200 reais iniciais.
"O Congresso Nacional deve mudar a lei para reformular o treinamento e o monitoramento dos policiais", declarou o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Marcelo Freixo, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as milícias em 2008 e ameaçado de morte desde então.
"A PM responde a um código que data da ditadura militar. Além disso, não há representante do setor. Não fizemos uma transição democrática neste setor", disse.
Para a especialista em violência Alba Zaluar, da Universidade do Estado do Rio, "é evidente que a estrutura militar da PM e dos bombeiros não funciona mais".
"Sua formação é para a guerra, não para proteger o cidadão. Devem ter outra formação, com um plano de carreira. São militares, não podem se sindicalizar e sua situação salarial é complicada", completou.

Cala-se a voz de Wando

Na manhã de quarta feira, 08/02, a voz de  Wanderley Alves dos Reis, o Wando, dono de uma voz inconfundível, cantou as trilhas sonoras de muitos amores. mais de 40 anos de carreira, mais de 30 discos lançados, e sucessos que até hoje estão na boca do povo.
Sua carreira de cantor iniciou-se em 1969 e o sucesso veio em 1973 quando gravou seu primeiro disco na Discos Copacabana. Compôs para outros medalhões da MPB, como Jair Rodrigues, que no ano de 1974 gravou “O Importante é Ser Fevereiro”. Em 1975, Ângela Maria gravou "Vá, mas Volte". “A Menina e o Poeta” foi gravada por Roberto Carlos em seu álbum de 1976. "Moça" (1975), "Chora Coração" (1985), que fez parte da trilha sonora da telenovela Roque Santeiro, e, principalmente, "Fogo e Paixão", lançado no álbum O Mundo Romântico de Wando, de 1988, foram seu maiores sucessos.
Em 27 de janeiro de 2012, Wando foi internado na UTI de um hospital em Belo Horizonte com problemas cardíacos graves. Foi submetido a uma angioplastia de emergência e passou a respirar por aparelhos.[3][4] Sua morte, por parada cardiorrespiratória, foi anunciada às 8 horas da manhã de 8 de fevereiro de 2012 no Biocor Instituto em Nova Lima, Minas Gerais. Wando descansou, mas estará sempre vivo nos rádios e lojas de discos, na internet, na boca do povo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Entre o Caos e o Pandemônio


2012 começa bem para os brasileiros, mais um BBB, mais ministros demitidos pela Dilma, mais crise econômica na Europa, mais crise política no mundo árabe. Em terras brasílicas um estupro que se foi de fato ninguém sabe ninguém viu, a Luísa está de volta, a PM da Bahia está em greve, e o pintinho piu.
Essa é a parte do aos, o pandemônio viça para a trágica, tríade do terceiro trimestre: agosto setembro e outubro, e para complementar tamanho absurdo, no final do décimo mês ainda tem segundo turno. Só em Cachoeira o cabo eleitoral do candidato da situação prometeu entregar mais de 70 obras, em oito meses. Será que dá tempo? Talvez sim, assim como os estádios para a Copa de 2014 e o metro de Salvador.
Para nossa sorte, a eleição acaba em outubro, o BBB em abril, e enquanto o povo se mata nas ruas: além de bala perdida, tem banheiro explodindo, e já virou joguinho de computador e chegou em São Paulo, a chuva na região serrana do Rio e na Zona da Mata mineira, agora só em janeiro de 2013, provavelmente mais um imposto será criado, certamente a CPC, Contribuição Provisória para a Copa.
Enquanto isso a crise continua, a banda toca, a banda explode e o povo... continua sorrindo, tem Campeonato Brasileiro, Libertadores (Será que o Corinthians vai finalmente ser campeão?) e político roubando, encosta deslizando, e como se diz no interior da Bahia, o fumo entrando, e vamos pra mais um ano.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O QUE DEVE SER ENSINADO NOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO?[1]


Por: Everton Marques de Carvalho[2]

Antes de começar a estudar sobre Ensino de História tinha a concepção de que “o Ensino de História era uma disciplina que deveria tratar de como deve ser a aula de História, de como o professor deve moldar os conteúdos estipulados pelo planejamento e pelo currículo escolar para torná-los agradáveis aos estudantes”.
Noto que essa era uma concepção diferente (para não dizer errada). Os textos lidos e comentados em sala de aula, as orientações do professor, e as leituras autônomas, mas orientadas, me mostraram que essa minha concepção sobre Ensino de História precisava ser reformulada.
O Ensino de História deve ter como objeto de pesquisa as temáticas trabalhadas na sala de aula. Partindo da concepção da História Social Vista de Baixo, de que a função da História é dar a quem a estuda uma noção de identidade (SHARPE, 1992), e da proposta de Nicholas Davies (As camadas populares nos livros de História do Brasil, 1997), que propõe um ensino de História que tenha a função de prover os estudantes de um conhecimento que seja capaz de melhorar a sociedade a qual vivem.
Somando essas concepções prévias sobre ensino de História, com o que foi explanado até agora na disciplina, percebo que o Ensino de História tem como objeto as temáticas abordas nas aulas de História, os conteúdos, o que deve ser trabalhado especificamente dentro de cada conteúdo, esse deve ser o objeto de estudo do Ensino de História enquanto disciplina acadêmica, enquanto campo de estudo.
Outra conclusão que os estudos que até agora foram realizados na disciplina permitem fazer é a proposta por Nicholas Davies (As camadas populares nos livros de História do Brasil, 1997), que propõem uma aula de História (nas escoas de Ensinos Fundamental e Médio) na qual o temas trabalhados sejam pertinentes  à classe social dos estudantes, que os grandes movimentos sociais sejam estudado tendo em vista a participação das pessoas da classe social dos estudantes.
Isso faz com que os estudantes, principalmente os oriundos das classes média-baixa e baixa, classes que acabam por ser excluidas da cena histórica, se sintam sujeitos ativos, portadores de História, criando assim, como propõe Jim Sharpe, uma identidade histórica, e um consequente gosto pelo estudo da História e consequentemente pelas outras disciplinas acadêmicas a qual tem de estudar.


Referências

DAVIES, Nicholas. “As camadas populares nos livros de História do Brasil.” Pinsky, Jaime (Org.). O Ensino de História e a criação do fato. 7ª Ed. São Paulo: Contexto, 1997. pp. 93-104.
SHARPE, Jim. “A História vista de baixo.” BURKE, Peter (Org.). A escrita da História: novas perspectivas. Trad. Magda Lopes. São Paulo: Editora Unesp, 1992. pp. 39-62.



[1] Atividade avaliativa apresentada à Disciplina Laboratório de Ensino de História, ministrada pelo Professor Sérgio Armando Diniz Guerra Filho, no 5º período da Licenciatura em História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
[2] Graduando em História pela UFRB, em Pedagogia pela Faculdade Adventista da Bahia,
e-mail: everton.mdecarvalho@yahoo.com.br.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

Autor: Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

Aula de Democracia ministrada pelo PSDB e pelo PSD no Pinheirinho-SP

Cansado de ser pupilo de Serra e Alckmin, que vai aos poucos se perpetuando como governador de São Paulo, o prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab saiu do PSDB, Partido da Social DEMOCRACIA Brasileira e fundou o PSD, Partido Social DEMOCRATA. Mas de social e democrata os partidos acima citados não têm nada. As ações do aparelho coercitivo do Estado, a Polícia, mostram o caráter elitista e exclusivista dos governos de Alckmin e Kassab. Os rapas, ações da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana contra ambulantes, e as ações de reintegração de posse servem apenas para beneficiar os grandes empresários, principais cabos eleitorais do PSDB.
O uso da força já se tornou comum contra populares em SP, pessoas que trabalham informalmente, que buscam o pão muitas vezes clandestinamente porque o Estado não oferece meios de consegui-lo legalmente; sem-tetos, que por não terem emprego fixo, e serem oprimidos quando na informalidade não conseguem uma moradia, tampouco o terreno porque a maioria está sob propriedade das grandes empresas, e os demais estão em áreas de risco.
Inúmeras comunidades com a do Pinheirinho são desocupadas à força, em ações nas quais os pertences, documentos dos moradores são desconsiderados, muitas casas foram derrubadas pelas retro-escavadeiras sem que os moradores houvessem tirado seus pertences, e nisso se vai meses, anos de trabalho, todo um investimento de uma vida, de pessoas que foram excluídas das benesses do Estado de Bem-Estar Social empreendido pelos partidos de extrema direita no Brasil, a saber, PFL, atual DEMO, PSDB e agora o PSD.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem diz que Todos os seres humanos têm direito à moradia, e o que mais se nota onde há uma predominância de governos de direita é um número cada vez maior de desabrigados, moradores de rua, desempregados. No Brasil não é diferente, e uma corrente política que combate os comunistas por privarem o direito de ir e vir, privatizam rodovias e linhas de trem, e privam de muitos o direito à alimentação, trabalho, remuneração digna e moradia. E se bem estudarmos, perceberemos que Democracia é bem mais que escolher os governantes de maneira direta ou indireta. É poder ir, vir, comer, beber, morar, estudar; é ter segurança, saúde, trabalho, liberdade para comprar, consumir; é ter acesso à informação, poder cobrar dos governantes e ter acesso a seus diretos. O que, para muitos, não tem ocorrido onde prevalecem os governos de direita, principalmente no sudeste do Brasil, onde predominam o PSDB, o DEMO e o PSD.

Bandidos aterrorizam Governador Mangabeira durante assalto ao Banco do Brasil*

Aproximados cinco elementos a bordo de um carro não identificado invadiram a cidade por volta de 01h00 da madrugada dessa quinta-feira e foram em direção ao Banco do Brasil onde tentaram assaltar a agência do município. Entretanto no momento da ação o Srº Alvino Gonzaga, com idade aproximada aos 45 anos que trabalhava como “vigilante das ruas” (Um cidadão que sai apitando durante as madrugadas, como de costume nas pequenas cidades do recôncavo. Esse profissional tem salário pago pelos próprios moradores dos bairros da cidade, onde funciona o serviço), passando pelo local, presenciou o suposto assalto, quando tentou fugir, foi alvejado com três tiros vindo a óbito.
A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram os disparos, porém a viatura estava em diligência em Cachoeira e ao chegar não encontrou mais os bandidos que fugiram em sentido ignorado. A Polícia Técnica encontra-se periciando o local, o valor roubado não foi informado. Um pé de cabra e luvas foram deixados no local

*Reportagem extraída do site Voz da Bahia, feita por Fábio Santos, no dia 26 de janeiro de 2012, http://www.vozdabahia.com.br/index/blog/id-25397/bandidos_aterrorizam_governador_mangabeira_durante_assalto_ao_banco_do_brasil