Frase da semana

A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Morre primeira vítima de meningite C em 2012 na Bahia


Um homem morreu de meningite C em Salvador, segundo confirmou nesta segunda-feira (13) a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Esta foi a primeira vítima de meningite C na Bahia em 2012. Segundo a Sesab, o resultado dos exames laboratoriais do homem, de nome e idade não divulgados, confirmaram a doença. Tiago Moraes, de 28 anos, passou mal na segunda-feira e buscou atendimento no Hospital Português, onde foi atendido e liberado no mesmo dia, segundo a TV Bahia. Na quinta ele passou mal novamente e voltou ao hospital, morrendo no sábado (11). A Sesab informou também que já foram registradas este ano 13 casos do tipo mais grave da doença em Salvador. No ano passado, foram registrados na Bahia 1.670 casos, com 108 óbitos. Já na capital baiana o número foi menor, de 1.047 casos com 53 óbitos. A doença pode acometer indivíduos de qualquer idade e é causada por diversos agentes infecciosos como bactérias, vírus, parasitas e fungos. O grupo etário de maior risco são as crianças menores de 5 anos, mas as crianças menores de 1 ano são mais suscetíveis à doença.
Fonte: Correio da Bahia

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sobre a Violência contra a mulher

Como descrito em meu perfil, sou estudante da faculdade de História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Culturalmente, criou-se o jargão de que o historiador, ou professor de história é um homem-enciclopédia, alguém que tem de saber um pouco sobre todas as coisas e quase tudo sobre alguma coisa, na qual ele é especialista. Esse é o peso da profissão.
Recentemente, após ver na televisão uma série de reportagens e ficar sabendo que uma amiga vem sendo violentada pelo esposo pensei muito no que escrever, venho pensando sobre isso nos últimos dias, mas agora, com as modificações, mais que necessárias à Lei Maria da Penha, percebo a importância de escrever sobre o tema.
Como manda o figurino, começarei tentando encontrar uma explicação (uma vez que nada justifica) histórica para a violência contra a mulher, isso mesmo, com um pouco de arrogância, afirmo, para quase tudo há uma explicação a ser dada pela História.
A sociedade brasileira foi formada a partir de homens, homens que pelo sonho de uma vida melhor saíam de Portugal a fim de uma vida melhor, vinham para o Brasil, uma sociedade maciçamente masculina, cujas mulheres eram, em sua maioria nativas, ou africanas escravizadas.
Essas mulheres, assim como as de hoje, são vítimas do patriarcalismo, o homem chefe de família, pensa que todos estão à sua disposição, que todos os demais integrantes da família, assim como a casa, o que há dentro dela, o carro, etc. são propriedades dele, e, como proprietário tem total direito de fazer o que bem entende.
Com uma legislação sempre atrasada em relação à conformação da sociedade, qualquer avanço em relação à proteção dos que são, de certa forma indefesos, ou prejudicados: mulheres, crianças, afro descendentes,  indígenas, idosos, homo-afetivos é bem-vindo. Mas há os ultra conservadores, como o nosso deputado Jair Bolsonaro, um perfeito sacripanta, um típico fascista, racista, homofóbico, que vê qualquer avanço na legislação como um retrocesso à supremacia branca masculina.
Ao traçar um perfil do homem que agride a mulher ou os filhos, nota-se que é um frustrado, um verdadeiro covarde, pois não tem coragem de enfrentar os que lhe causam descontentamento. Não enfrentam os superiores no trabalho por medo de perdê-lo, não enfrentam quem lhe xinga no trânsito com medo de apanhar no meio da rua, não enfrenta os amigos pois não quer perder a reputação, tampouco dentro de casa, pois não aceita que a mulher tenha o devido tratamento, então sobra para quem não pode se defender, ou melhor, não podia. Mas ainda falta o conhecimento necessário acerca da legislação a esses grupos que são violentados.
Mas um aviso aos agressores, as leis estão aí, ECA, Maria da Penha, Estatuto do Idoso, Estatuto da Igualdade Racial, e a polícia, juntamente com a justiça, estão dando toda força às mulheres. Quer um conselho, se torna um homem de verdade e trate aos outros como devem ser tratados, principalmente os que fazem da sua satisfação um objetivo de vida, respeite, ame, abrace, diga que ama sua mulher, a final, já se foi o tempo em que porrada em mulher era sinônimo de amor, já deixamos de morar nas cavernas há algumas dezenas de milhares de anos.
E mulher, não se envergonhe, disque 180, idoso, indígena, afro descendente, indígena, homo afetivo, não tenha medo, disque 100 caso seja vítima de preconceito, agressão, algum tipo de violência, física, moral ou psicológica, precisamos dar um basta isso.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sobre o direito de greve




A imprensa diz uma coisa, o governo diz outra, o Comando Geral da PM diz uma outra e para completar os grevistas dizem outra coisa mais diferente ainda.

Assembléia após assembléia os grevistas vão empurrando a paralisação contrariando as posições do Comando e do Estado. Após negociações e a intervenção do Exército e da Guarda Nacional os policias desocuparam a Assembléia Legislativa, o Comando Geral da Polícia Militar anunciou hoje que a greve está acabada e os policiais que não retornarem ao serviço serão punidos de alguma forma.

Entre as incontáveis perguntas feitas a que mais se ouviu foi acerca da (i) legalidade da greve. Pergunto: até que ponto uma greve é democrática?

Segundo a nossa Constituição, a Democracia está acima de qualquer coisa em nosso país, nada deve ameaçá-la. A mesma Constituição permite aos cidadãos o direito de greve. Aí é que entra o conflito ao redor do qual gira a questão: Democracia, segundo os mais diversos dicionários, significa poder que emana do povo, não só o poder de escolher governantes, mas o acesso a direitos fundamentais, o direito de trabalhar, comprar, vender, ir, vir, o direito ao conhecimento acadêmico, político, econômico, saúde, escolarização e segurança de qualidade.

Isso mesmo, segurança de qualidade, isso porque sem segurança não se é possível o acesso a nenhum dos direitos acima sinalizados, e portanto, quando a segurança é ameaçada, a democracia também é, assim sendo, não há constitucionalidade em qualquer movimento que ponha em risco a democracia, a liberdade de ir, vir, ficar, passar, a liberdade de comprar, vender, aprender, ensinar...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Polícia no Brasil: uma força mal paga e com vestígios da ditadura

Por Por Claire de Oliveira  

A greve dos policiais na Bahia reflete o mal-estar de uma corporação historicamente mal paga e coloca em evidência a necessidade de modernizar esta força que ainda utiliza métodos herdados da ditadura militar (1964-1985), segundo analistas.
Na terça-feira, as negociações para pôr fim à greve fracassaram, em meio ao cerco militar aos cerca de 200 policiais entrincheirados há uma semana no Assembleia de Salvador.
A paralisação da Polícia Militar gerou uma onda de saques, incêndios e mais de 120 assassinatos em nove dias, mais do que o dobro da semana anterior, o que obrigou o governo brasileiro a enviar tropas para garantir a segurança do estado.
Estes policiais militares armados (a PM) prometeram "resistir" se forem desalojados à força. Mais de mil soldados cercam a Assembleia desde domingo.
O Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios do mundo - cerca de 40 mil por ano, segundo o Ministério da Justiça -, dois terços cometidos com armas de fogo. A esta violência soma-se a impunidade dos criminosos e a corrupção policial.
"No Brasil, o policial é mal pago e isto abre caminho para a corrupção. Está mal preparado e é violento e isso gera muito medo na população. Não foi educado para a democracia, continua sendo um produto da ditadura militar", disse à AFP Walter Maiorevitch, ex-secretário nacional antidrogas.
"O Brasil não pode ainda garantir a segurança pública em um Estado federal. São 27 estados dotados de seus próprios organismos policiais e judiciais que não se comunicam entre eles", acrescentou Maiorevitch.
Existem três tipos de forças de segurança no Brasil: a Polícia Federal (PF) - com melhor formação e mais bem remunerada - e as polícias Civil e Militar de cada um dos 27 estados.
Um projeto de unificação das polícias Civil e Militar aguarda há anos na Câmara.
"Temos um problema histórico de baixa remuneração. Houve promessas feitas durante a campanha eleitoral e depois Dilma Rousseff retrocedeu. Isto gerou insatisfação na polícia", disse à AFP Sandro Costa, da ONG Viva Rio, que milita pela paz e pelo desenvolvimento social.
Segundo Costa, "a tendência é que as reivindicações dos policiais aumentem" porque nos últimos meses a PM dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e São Paulo já fizeram greve e obtiveram promessas de reajustes salariais até 2015.
"Agora o Rio se prepara; uma convocação de greve foi lançada para sexta-feira", acrescentou Costa, informando que Brasília é que possui os melhores salários, enquanto as do Rio estão entre as de salários mais baixos, 1.200 reais iniciais.
"O Congresso Nacional deve mudar a lei para reformular o treinamento e o monitoramento dos policiais", declarou o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Marcelo Freixo, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as milícias em 2008 e ameaçado de morte desde então.
"A PM responde a um código que data da ditadura militar. Além disso, não há representante do setor. Não fizemos uma transição democrática neste setor", disse.
Para a especialista em violência Alba Zaluar, da Universidade do Estado do Rio, "é evidente que a estrutura militar da PM e dos bombeiros não funciona mais".
"Sua formação é para a guerra, não para proteger o cidadão. Devem ter outra formação, com um plano de carreira. São militares, não podem se sindicalizar e sua situação salarial é complicada", completou.

Cala-se a voz de Wando

Na manhã de quarta feira, 08/02, a voz de  Wanderley Alves dos Reis, o Wando, dono de uma voz inconfundível, cantou as trilhas sonoras de muitos amores. mais de 40 anos de carreira, mais de 30 discos lançados, e sucessos que até hoje estão na boca do povo.
Sua carreira de cantor iniciou-se em 1969 e o sucesso veio em 1973 quando gravou seu primeiro disco na Discos Copacabana. Compôs para outros medalhões da MPB, como Jair Rodrigues, que no ano de 1974 gravou “O Importante é Ser Fevereiro”. Em 1975, Ângela Maria gravou "Vá, mas Volte". “A Menina e o Poeta” foi gravada por Roberto Carlos em seu álbum de 1976. "Moça" (1975), "Chora Coração" (1985), que fez parte da trilha sonora da telenovela Roque Santeiro, e, principalmente, "Fogo e Paixão", lançado no álbum O Mundo Romântico de Wando, de 1988, foram seu maiores sucessos.
Em 27 de janeiro de 2012, Wando foi internado na UTI de um hospital em Belo Horizonte com problemas cardíacos graves. Foi submetido a uma angioplastia de emergência e passou a respirar por aparelhos.[3][4] Sua morte, por parada cardiorrespiratória, foi anunciada às 8 horas da manhã de 8 de fevereiro de 2012 no Biocor Instituto em Nova Lima, Minas Gerais. Wando descansou, mas estará sempre vivo nos rádios e lojas de discos, na internet, na boca do povo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Entre o Caos e o Pandemônio


2012 começa bem para os brasileiros, mais um BBB, mais ministros demitidos pela Dilma, mais crise econômica na Europa, mais crise política no mundo árabe. Em terras brasílicas um estupro que se foi de fato ninguém sabe ninguém viu, a Luísa está de volta, a PM da Bahia está em greve, e o pintinho piu.
Essa é a parte do aos, o pandemônio viça para a trágica, tríade do terceiro trimestre: agosto setembro e outubro, e para complementar tamanho absurdo, no final do décimo mês ainda tem segundo turno. Só em Cachoeira o cabo eleitoral do candidato da situação prometeu entregar mais de 70 obras, em oito meses. Será que dá tempo? Talvez sim, assim como os estádios para a Copa de 2014 e o metro de Salvador.
Para nossa sorte, a eleição acaba em outubro, o BBB em abril, e enquanto o povo se mata nas ruas: além de bala perdida, tem banheiro explodindo, e já virou joguinho de computador e chegou em São Paulo, a chuva na região serrana do Rio e na Zona da Mata mineira, agora só em janeiro de 2013, provavelmente mais um imposto será criado, certamente a CPC, Contribuição Provisória para a Copa.
Enquanto isso a crise continua, a banda toca, a banda explode e o povo... continua sorrindo, tem Campeonato Brasileiro, Libertadores (Será que o Corinthians vai finalmente ser campeão?) e político roubando, encosta deslizando, e como se diz no interior da Bahia, o fumo entrando, e vamos pra mais um ano.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O QUE DEVE SER ENSINADO NOS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO?[1]


Por: Everton Marques de Carvalho[2]

Antes de começar a estudar sobre Ensino de História tinha a concepção de que “o Ensino de História era uma disciplina que deveria tratar de como deve ser a aula de História, de como o professor deve moldar os conteúdos estipulados pelo planejamento e pelo currículo escolar para torná-los agradáveis aos estudantes”.
Noto que essa era uma concepção diferente (para não dizer errada). Os textos lidos e comentados em sala de aula, as orientações do professor, e as leituras autônomas, mas orientadas, me mostraram que essa minha concepção sobre Ensino de História precisava ser reformulada.
O Ensino de História deve ter como objeto de pesquisa as temáticas trabalhadas na sala de aula. Partindo da concepção da História Social Vista de Baixo, de que a função da História é dar a quem a estuda uma noção de identidade (SHARPE, 1992), e da proposta de Nicholas Davies (As camadas populares nos livros de História do Brasil, 1997), que propõe um ensino de História que tenha a função de prover os estudantes de um conhecimento que seja capaz de melhorar a sociedade a qual vivem.
Somando essas concepções prévias sobre ensino de História, com o que foi explanado até agora na disciplina, percebo que o Ensino de História tem como objeto as temáticas abordas nas aulas de História, os conteúdos, o que deve ser trabalhado especificamente dentro de cada conteúdo, esse deve ser o objeto de estudo do Ensino de História enquanto disciplina acadêmica, enquanto campo de estudo.
Outra conclusão que os estudos que até agora foram realizados na disciplina permitem fazer é a proposta por Nicholas Davies (As camadas populares nos livros de História do Brasil, 1997), que propõem uma aula de História (nas escoas de Ensinos Fundamental e Médio) na qual o temas trabalhados sejam pertinentes  à classe social dos estudantes, que os grandes movimentos sociais sejam estudado tendo em vista a participação das pessoas da classe social dos estudantes.
Isso faz com que os estudantes, principalmente os oriundos das classes média-baixa e baixa, classes que acabam por ser excluidas da cena histórica, se sintam sujeitos ativos, portadores de História, criando assim, como propõe Jim Sharpe, uma identidade histórica, e um consequente gosto pelo estudo da História e consequentemente pelas outras disciplinas acadêmicas a qual tem de estudar.


Referências

DAVIES, Nicholas. “As camadas populares nos livros de História do Brasil.” Pinsky, Jaime (Org.). O Ensino de História e a criação do fato. 7ª Ed. São Paulo: Contexto, 1997. pp. 93-104.
SHARPE, Jim. “A História vista de baixo.” BURKE, Peter (Org.). A escrita da História: novas perspectivas. Trad. Magda Lopes. São Paulo: Editora Unesp, 1992. pp. 39-62.



[1] Atividade avaliativa apresentada à Disciplina Laboratório de Ensino de História, ministrada pelo Professor Sérgio Armando Diniz Guerra Filho, no 5º período da Licenciatura em História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
[2] Graduando em História pela UFRB, em Pedagogia pela Faculdade Adventista da Bahia,
e-mail: everton.mdecarvalho@yahoo.com.br.