Por: Everton Marques de Carvalho
Esse texto é um desabafo. Desabafo contra o vírus do paulistocentrismo, vírus este que subju-ga a outras regiões em prol de uma identidade regional que se resume a depreciar os que a ela não pertencem, e enaltecem de forma fajuta o progresso do centro-sul do país.
Não poucas vezes é encontrado vagando pela internet textos, comunidades ou fóruns em por-tais de relacionamento ou blogs que acusam os nordestinos de serem o câncer da população brasileira, de serem a causa maior de todo o atraso que assola o Brasil.
Como se não bastasse colocam os nordestinos como responsáveis por tudo de mau que acon-tece ao país e até pregam um novo holocausto – o termo holocausto tem sido usado ultima-mente apenas para referir-se ao genocídio cometido pelos nazistas contra os judeus, aqui é empregado em um contexto diferente, mas com o mesmo objetivo, o de fazer uma limpeza étnica, eliminando da população brasileira os nordestinos – ou uma deportação, uma expulsão dessa importantíssima parcela de nossa população para o lugar de onde vieram. Há quem diga que o nordestino é um povo tão atrasado que aqui o processo de independência se deu de for-ma mais lenta, mais demorada. Só que aí o buraco é mais embaixo.
Sabendo, pois que o processo de independência empreendido por José Bonifácio e D. Pedro primeiro se deu pela via burocrática, embora seja questionável – uma vez que D. Pedro I era o herdeiro por direito do trono de Portugal, era português, iria unir os dois impérios após a mor-te de seu pai, iria, portanto, manter toda a estrutura colonial portuguesa – se deu por lá de forma mais rápida. Enquanto no Nordeste o processo de independência começa somente com a Revolta dos Búzios, ou dos Alfaiates, ou Conjuração (ou Inconfidência) Baiana, ocorrida em 1789 panfletava pela capital baiana clamores de independência, de mudança, de um desejo popular de expulsão dos invasores portugueses. Iniciando em junho de 1822 uma luta armada, empreendida por brasileiros, sertanejos, homens de grosso trato, homens que lutavam não pelos próprios interesses, mas por um interesse de liberdade.
De fato o processo de independência, consumado apenas em 1823 com a vitória dos brasilei-ros no dia 2 de julho se deu com um certo atraso, mas se deu nos braços do povo, e o povo brasileiro foi homenageado como símbolos dessa luta, o caboclo e a cabocla, símbolo da uni-ão de africanos, indígenas e mestiços contra o invasor europeu, e não o príncipe regente de Portugal, uma vez que os sulistas sequer se preocuparam em escolher um brasileiro de fato para ser herói da independência.
Vale lembrar que foi daqui do Nordeste que saíram nomes como Joana Angélica, Maria Qui-téria, Antonio de Castro Alves, importantíssimos para o processo de independência do pais; escritores como Jorge Amado, Guimarães Rosa, José de Alencar, Gregório de Matos e Gilber-to Freyre, homens de fundamental importância para a construção da Identidade Histórica do brasileiro. E o que dizer de Galuber Rocha, Ariano Suassuna, Tom Cavalcante, e Guel Arraes, que trataram de dar um pouco de descontração a um povo marcado pelo sofrimento de produ-zir em uma terra inerte e construir a riqueza dos que agora repudiam-nos e depreciam-nos.
Na política, se destacam nomes como Deodoro da Fonseca, responsável por tornar o Brasil uma República, Ernesto Simões Filho e Anísio Teixeira, que se juntam a Paulo Freyre na ten-tativa de levar educação e cidadania aos brasileiros até então desprovidos desses direitos. E o que dizer de nosso presidente Luís Inácio da Silva, que se construiu politicamente como um homem do povo e governou pelo povo e para o povo, tirando do país a nuvem de atraso sócio-econômico que os governos sulistas e elitistas fizeram parar sobre o Brasil.
O câncer da população brasileira, como os paulistas se referem aos nordestinos trabalhou na construção das indústrias e das cidades sulistas, construíram a Capital Federal, trabalharam e ainda trabalham no chão das fábricas que constroem a riqueza não só de São Paulo, mas de todo o Brasil.
É melhor os que gostam de depreciar os nordestinos terem mais respeito pelos que fizeram e ainda fazem o Brasil ser o que é.
"O caráter de um homem deve ser medido pela sua disposição em sacrificar-se em prol de suas crenças" (Carlos Marighela)
Frase da semana
A manifestação popular é a legitimação da democracia (Dilma Roussef)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sobre a TV
O povo brasileiro está ficando cada vez mais burro, é o que aponta uma crítica lançada recentemente pelo portal Yahoo Notícias. Programas como Big Brother Brasil, A Fazenda e as novelas em geral contribuem em muito para constatar essa afirmação.
Os reality-shows da tevê brasileira são produtores do que se chama de cultura inútil, bem como os jogos de perguntas e respostas e dos pontinhos do programa do Silvio Santos. Lá se lança à massa brasileira informações que jamais serão utilizadas, coisas que em nada contribuirão para a formação social, política, intelectual e moral do brasileiro. Nada ensinam além de picaretagem e vadiagem, promiscuidade e imoralidades.
As novelas ensinam nada mais que fornicação, adultério, trapaças, formas ilícitas de se dar bem na vida. O mesmo fica a caso de programas como Big Brother Brasil e A Fazenda, que sã o perfeito manual de como se dar bem sem fazer nada, ganhar R$ 1 milhão em três meses, bem melhor, ganhar dinheiro sem trabalhar, e ainda por cima, ficar famoso, mesmo que por cinco minutos.
A TV é atualmente, mas que em outra época, a arma da burguesia dominante para manter as classes oprimidas alienadas, desprovidas de consciência crítica, de pensamento próprio, assim estando estas condenadas à submissão.
Os reality-shows da tevê brasileira são produtores do que se chama de cultura inútil, bem como os jogos de perguntas e respostas e dos pontinhos do programa do Silvio Santos. Lá se lança à massa brasileira informações que jamais serão utilizadas, coisas que em nada contribuirão para a formação social, política, intelectual e moral do brasileiro. Nada ensinam além de picaretagem e vadiagem, promiscuidade e imoralidades.
As novelas ensinam nada mais que fornicação, adultério, trapaças, formas ilícitas de se dar bem na vida. O mesmo fica a caso de programas como Big Brother Brasil e A Fazenda, que sã o perfeito manual de como se dar bem sem fazer nada, ganhar R$ 1 milhão em três meses, bem melhor, ganhar dinheiro sem trabalhar, e ainda por cima, ficar famoso, mesmo que por cinco minutos.
A TV é atualmente, mas que em outra época, a arma da burguesia dominante para manter as classes oprimidas alienadas, desprovidas de consciência crítica, de pensamento próprio, assim estando estas condenadas à submissão.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Sobre o preconceito
Por Leodécio Filho
Provavelmente estou enviando esta mensagem a algum amigo que já a recebeu. Por isso, seria bom deixar meu comentário.
Cuidado: o texto a seguir é extremamente imparcial. Ao lê-lo, você corre o risco de se interessar pela cultura nordestina. Talvez seja tomado pela curiosidade. Afinal, quem são essas pessoas tão influentes na arte brasileira? Muitos nomes podem até soar familiares, mas as massas populares desse país, tanto no Nordeste quanto no Sul e no Sudeste, não devem conhecer muito bem suas obras.
Cultos e ignorantes existem em todo o país. Ricos e pobres existem em todo o país. Não só em todo nosso país mas em todos os países. Isso não se limita a um espaço geográfico. Afinal, nem mesmo uma cultura ou etnia em nosso mundo globalizado está limitada a um espaço geográfico. Sendo assim, que diferença faz a região?
Citando minha tia (acho que a frase é dela mesmo): "Todo preconceito é burro". Desde o tempo em que se acreditava na superioridade masculina, passando pela escravidão ("negros não têm alma") e pelo anti-semitismo (lembram do holocausto?) até essa onda anti-nordeste, a natureza do preconceito é a mesma. E ainda há outras formas de preconceito, que podem até se manifestar sem que o indivíduo perceba que é preconceituoso. O preconceito pode ainda ser usado como pretexto quando o interesse é econômico ou político. Nesse caso, trata-se da eleição da atual presidente/presidenta.
Não existem raças. Existem diferenças. Quando não são aceitas, surge o preconceito. O problema do preconceito fica ainda maior quando um preconceito forma outro. É por isso que tem gente usando camisas "100% Negro". E se fosse "100% Branco"? Pegaria mal, não é? Assim, o texto que se segue é uma reação a uma manifestação preconceituosa. Que os paulistas não se sintam desconfortáveis.
Tá bom, já escrevi demais. Fiquem com José Barbosa Junior.
Vale a pena ler!!!
Calem a boca, nordestinos!
Por José Barbosa Junior
O que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros "brasileiros" também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré, Sergipe nos deu Tobias Barreto e Hermes Fontes e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo "carioca" Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Caetano Veloso, Maria Bethania, Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...
Ah! Nordestinos...
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de "cachorras". Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para "um dia de princesa" (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte!"
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.
"Tente colocar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice". - Eurípedes
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente". Confúcio
"Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria conhecer bem" (Oscar Wilde)
Provavelmente estou enviando esta mensagem a algum amigo que já a recebeu. Por isso, seria bom deixar meu comentário.
Cuidado: o texto a seguir é extremamente imparcial. Ao lê-lo, você corre o risco de se interessar pela cultura nordestina. Talvez seja tomado pela curiosidade. Afinal, quem são essas pessoas tão influentes na arte brasileira? Muitos nomes podem até soar familiares, mas as massas populares desse país, tanto no Nordeste quanto no Sul e no Sudeste, não devem conhecer muito bem suas obras.
Cultos e ignorantes existem em todo o país. Ricos e pobres existem em todo o país. Não só em todo nosso país mas em todos os países. Isso não se limita a um espaço geográfico. Afinal, nem mesmo uma cultura ou etnia em nosso mundo globalizado está limitada a um espaço geográfico. Sendo assim, que diferença faz a região?
Citando minha tia (acho que a frase é dela mesmo): "Todo preconceito é burro". Desde o tempo em que se acreditava na superioridade masculina, passando pela escravidão ("negros não têm alma") e pelo anti-semitismo (lembram do holocausto?) até essa onda anti-nordeste, a natureza do preconceito é a mesma. E ainda há outras formas de preconceito, que podem até se manifestar sem que o indivíduo perceba que é preconceituoso. O preconceito pode ainda ser usado como pretexto quando o interesse é econômico ou político. Nesse caso, trata-se da eleição da atual presidente/presidenta.
Não existem raças. Existem diferenças. Quando não são aceitas, surge o preconceito. O problema do preconceito fica ainda maior quando um preconceito forma outro. É por isso que tem gente usando camisas "100% Negro". E se fosse "100% Branco"? Pegaria mal, não é? Assim, o texto que se segue é uma reação a uma manifestação preconceituosa. Que os paulistas não se sintam desconfortáveis.
Tá bom, já escrevi demais. Fiquem com José Barbosa Junior.
Vale a pena ler!!!
Calem a boca, nordestinos!
Por José Barbosa Junior
O que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros "brasileiros" também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré, Sergipe nos deu Tobias Barreto e Hermes Fontes e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo "carioca" Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Caetano Veloso, Maria Bethania, Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...
Ah! Nordestinos...
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de "cachorras". Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para "um dia de princesa" (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte!"
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.
"Tente colocar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice". - Eurípedes
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente". Confúcio
"Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria conhecer bem" (Oscar Wilde)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Olha só o que espera a Dilma
Das garras do narcotráfico às fúrias das chuvas
O ano que passou, apesar dos problemas crônicos que insistem em continuar massacrando a população e indignando o contribuinte, foi muito festejado pelos brasileiros. Ascensão social, acesso a bens e serviços, respeito internacional e autoestima nas nuvens redobraram a esperança de viver dias melhores. Além do mais, comunidades dominadas pelo narcotráfico voltaram à normalidade, após a intervenção conjunta dos governos municipal, estadual e federal. Isso não era para ser comemorado? Mas a vida continua.
As significativas conquistas não foram suficientes para extirpar de vez males para os quais ainda não apareceu tratamento: a corrupção institucionalizada nos poderes públicos, a impunidade contra alguns privilegiados e a visível falta de estrutura para atender emergências de catástrofes por causa de fenômenos naturais. Por isso, toda despesa extra é colocada nos ombros do pobre trabalhador – e aí conhecemos a capacidade de arrecadação da máquina pública, via Receita Federal. Por que o investimento não é eficiente também?
Mas as atuais catástrofes que estamos assistindo impotentes, devido às chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, em cidades de Minas Gerais e de São Paulo, são cíclicas e esperadas anualmente. No réveillon do ano passado, as cidades atingidas foram Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e São Luiz do Paraitinga, em São Paulo. O que fizeram para minimizar o que fatalmente ocorrerá? Qual é a orientação para se comportar nas situações de emergência? Existe algum plano de evacuação organizado e implantado pelas autoridades?
Infelizmente o homem não tem ingerência sobre os fenômenos naturais. A necessidade e a ignorância sobre a ocupação do solo, de forma incorreta e desordenada, expõem as pessoas a riscos e perigos que independem da ação do poder público. Mas os avanços tecnológicos permitem a antecipação da desocupação das áreas e evitar muitas mortes. Por que isso não acontece? Está mais do que provado que tentativas de improviso são caras, exaustivas e ineficientes. Os casos de heroísmos só são bonitos na mídia – ela gosta muito disso!
Jornais de grande circulação divulgam que em menos de uma década já foram gastos mais de R$ 3 bilhões nessas operações de resgate aos flagelados de enchentes e deslizamentos de encostas. Mas se for para reconstruir tudo da mesma forma, no mesmo local, sem nenhum plano de emergência que assegure a integridade das pessoas, é gastar dinheiro dos cofres públicos inutilmente. A Justiça deveria ser mais rigorosa na fiscalização quanto à ocupação das áreas de risco. Todos devem ser conscientes e responsáveis!
Esses episódios marcam para sempre os atingidos. O que mais se vê é choro: uns por escaparem com vida, outros pela perda de amigos e familiares. Também não faltam os casos que merecem destaque, como do homem que sobreviveu soterrado nos escombros, sob lama e blocos de concreto, sem nenhuma fratura no corpo; ou do outro que não deixou de prestar socorro e ajudar a salvar as vítimas em perigo, mesmo tendo todos os familiares desaparecidos. Como aceitar os bens resultantes do trabalho de uma vida caber numa mochila? Viu-se isso!
Lamentavelmente os desafortunados dependem mais da solidariedade humana do que do poder público – a maioria presente é voluntário civil. Onde estão as polícias civis e militares? As forças armadas? Cadê as ONGs, que recebem verbas públicas? Nessas horas vemos que o Estado pouco faz pelo cidadão! Muito diferente da voracidade quando é para arrecadar ou criar mais impostos. O que dizer dos políticos, principalmente os parlamentares, que se dão aumentos abusivos de salários? Grupos privados... Esquece. Êta povo condenado e desassistido!
Esquecer os problemas depois que a tempestade passa é o maior erro que as autoridades cometem. O que deve ser feito para evitar mais mortes? Quanto investir com campanhas educativas – a punitiva fica a cargo da Natureza – para os ocupantes das áreas de risco? Como solucionar problemas crônicos que causam tanto sofrimento a milhares de pessoas? Por que não punir quem se aproveita da situação para saquear, desviar e inflacionar os preços de bens e serviços? Que a presidente Dilma tenha sabedoria para achar uma solução!
O ano que passou, apesar dos problemas crônicos que insistem em continuar massacrando a população e indignando o contribuinte, foi muito festejado pelos brasileiros. Ascensão social, acesso a bens e serviços, respeito internacional e autoestima nas nuvens redobraram a esperança de viver dias melhores. Além do mais, comunidades dominadas pelo narcotráfico voltaram à normalidade, após a intervenção conjunta dos governos municipal, estadual e federal. Isso não era para ser comemorado? Mas a vida continua.
As significativas conquistas não foram suficientes para extirpar de vez males para os quais ainda não apareceu tratamento: a corrupção institucionalizada nos poderes públicos, a impunidade contra alguns privilegiados e a visível falta de estrutura para atender emergências de catástrofes por causa de fenômenos naturais. Por isso, toda despesa extra é colocada nos ombros do pobre trabalhador – e aí conhecemos a capacidade de arrecadação da máquina pública, via Receita Federal. Por que o investimento não é eficiente também?
Mas as atuais catástrofes que estamos assistindo impotentes, devido às chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, em cidades de Minas Gerais e de São Paulo, são cíclicas e esperadas anualmente. No réveillon do ano passado, as cidades atingidas foram Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e São Luiz do Paraitinga, em São Paulo. O que fizeram para minimizar o que fatalmente ocorrerá? Qual é a orientação para se comportar nas situações de emergência? Existe algum plano de evacuação organizado e implantado pelas autoridades?
Infelizmente o homem não tem ingerência sobre os fenômenos naturais. A necessidade e a ignorância sobre a ocupação do solo, de forma incorreta e desordenada, expõem as pessoas a riscos e perigos que independem da ação do poder público. Mas os avanços tecnológicos permitem a antecipação da desocupação das áreas e evitar muitas mortes. Por que isso não acontece? Está mais do que provado que tentativas de improviso são caras, exaustivas e ineficientes. Os casos de heroísmos só são bonitos na mídia – ela gosta muito disso!
Jornais de grande circulação divulgam que em menos de uma década já foram gastos mais de R$ 3 bilhões nessas operações de resgate aos flagelados de enchentes e deslizamentos de encostas. Mas se for para reconstruir tudo da mesma forma, no mesmo local, sem nenhum plano de emergência que assegure a integridade das pessoas, é gastar dinheiro dos cofres públicos inutilmente. A Justiça deveria ser mais rigorosa na fiscalização quanto à ocupação das áreas de risco. Todos devem ser conscientes e responsáveis!
Esses episódios marcam para sempre os atingidos. O que mais se vê é choro: uns por escaparem com vida, outros pela perda de amigos e familiares. Também não faltam os casos que merecem destaque, como do homem que sobreviveu soterrado nos escombros, sob lama e blocos de concreto, sem nenhuma fratura no corpo; ou do outro que não deixou de prestar socorro e ajudar a salvar as vítimas em perigo, mesmo tendo todos os familiares desaparecidos. Como aceitar os bens resultantes do trabalho de uma vida caber numa mochila? Viu-se isso!
Lamentavelmente os desafortunados dependem mais da solidariedade humana do que do poder público – a maioria presente é voluntário civil. Onde estão as polícias civis e militares? As forças armadas? Cadê as ONGs, que recebem verbas públicas? Nessas horas vemos que o Estado pouco faz pelo cidadão! Muito diferente da voracidade quando é para arrecadar ou criar mais impostos. O que dizer dos políticos, principalmente os parlamentares, que se dão aumentos abusivos de salários? Grupos privados... Esquece. Êta povo condenado e desassistido!
Esquecer os problemas depois que a tempestade passa é o maior erro que as autoridades cometem. O que deve ser feito para evitar mais mortes? Quanto investir com campanhas educativas – a punitiva fica a cargo da Natureza – para os ocupantes das áreas de risco? Como solucionar problemas crônicos que causam tanto sofrimento a milhares de pessoas? Por que não punir quem se aproveita da situação para saquear, desviar e inflacionar os preços de bens e serviços? Que a presidente Dilma tenha sabedoria para achar uma solução!
Sobre a Família
As familias estão perdendo seu papel na sociadade. Lamentavelmente, é fato, é notório, motivo de preocupação, a decadência da família. A imagem da família vem sendo gradativamente denegrida, maculada, e soma um rol de fatores responsáveis por esse horrífero episódio. É inequívoco que muito se deve ser feito para resgatar o maior patrimônio herdado pelo ser humano, proveniente de Maria, José e Jesus, símbolos sagrados de amor, unidade e dignidade:
1-Falta de religiosidade
2-Violência urbana
3-Drogas
4-Alcoolismo
5-Consentimento
6-Liberdade em demasia
7-Consumismo
8-Vaidade
9-Absolutismo
10-Pedofilia
11-Trabalho escravo
12-Salários injustos
13-Inconseqüência nas escolas tanto públicas quanto privadas
14-Inveja
15-Inconformismo
Todos esses fatores e alguns outros mais, contribuem para a deterioração das famílias. Muitas vezes atribui-se culpa aos pais pelo relaxamento na condução dos filhos, sem somar conseqüências futuras. Outras vezes a culpa recai sobre os filhos que, em nome da modernidade e do consumismo se acham donos dos seus próprios narizes, mas que no fundo são incapazes de ter vida própria responsável, sem comprometer o restante da família, tanto no comportamento como nas despesas pessoais que geralmente não são poucas. Se analisássemos a genealogia de cada família chegaríamos à conclusão de que todos nós fomos criados praticamente no mesmo arquétipo, com os mesmos ensinamentos, abrindo-se um parêntese para considerações referentes ao poder aquisitivo de cada um.
Um dos fatos que muito me chama a atenção e não compreendo é o de crianças e adolescentes portarem armas de fogo e armas brancas nas ruas e nas escolas. Aí, surgem as perguntas: - De quem é a culpa? Dos pais, da criança, do adolescente ou de um terceiro que emprestou a arma? – A troco de quê? Drogas? Vingança? - No caso das escolas, de quem é a culpa? Do próprio aluno, dos pais ou da direção das escolas, que não vistoriam as mochilas dos alunos? Ou isso é ilegal? É constrangedor? Nesse caso, cabe a justiça criar um dispositivo para por fim às ocorrências. O fato é que cada vez mais se gasta com equipamentos de segurança, câmeras, grades, cercas elétricas e pouco se vê de resultados positivos. A cada dia piora a situação. As famílias estão perdendo suas raízes, suas referências.
No programa “Fala que eu escuto”, da Rede Record de Televisão, acompanhei a enquete e ouvi algumas opiniões de diferentes profissionais. Segundo a universitária Ariane, de Goiânia/GO, “Inconseqüência nas escolas são resultado do sistema de ensino pouco atrativo, da omissão dos pais e das leis de proteção ao menor”. Se sairmos hoje, de casa em
Casa, fazendo a seguinte pergunta: - Essa família é unida? Vocês vivem harmoniosamente? Possivelmente teremos uma média de um por cem, porque noventa e nove por centro das famílias têm algum problema com seus filhos. Os principais são: O uso de drogas, alcoolismo, a vaidade aliada ao desejo de consumo além do poder de compra dos pais. É preciso ficar atento e educar as crianças desde cedo e principalmente evitar as más companhias, responsáveis pelo desvio e perdição de oitenta por cento de crianças e adolescentes. Embora não seja uma tarefa fácil, deve-se mantê-las sempre com as mentes ocupadas. Uma dica é levar crianças e adolescentes para a igreja. Hoje, as igrejas disponibilizam diversas modalidades de cursos que, mesmo sem remuneração, mantém os jovens longe das ruas e das más companhias. A catequese e a música são as mais procuradas pelos pais. Ali se aprende e se encontra verdadeiros amigos, dignos de confiança.
1-Falta de religiosidade
2-Violência urbana
3-Drogas
4-Alcoolismo
5-Consentimento
6-Liberdade em demasia
7-Consumismo
8-Vaidade
9-Absolutismo
10-Pedofilia
11-Trabalho escravo
12-Salários injustos
13-Inconseqüência nas escolas tanto públicas quanto privadas
14-Inveja
15-Inconformismo
Todos esses fatores e alguns outros mais, contribuem para a deterioração das famílias. Muitas vezes atribui-se culpa aos pais pelo relaxamento na condução dos filhos, sem somar conseqüências futuras. Outras vezes a culpa recai sobre os filhos que, em nome da modernidade e do consumismo se acham donos dos seus próprios narizes, mas que no fundo são incapazes de ter vida própria responsável, sem comprometer o restante da família, tanto no comportamento como nas despesas pessoais que geralmente não são poucas. Se analisássemos a genealogia de cada família chegaríamos à conclusão de que todos nós fomos criados praticamente no mesmo arquétipo, com os mesmos ensinamentos, abrindo-se um parêntese para considerações referentes ao poder aquisitivo de cada um.
Um dos fatos que muito me chama a atenção e não compreendo é o de crianças e adolescentes portarem armas de fogo e armas brancas nas ruas e nas escolas. Aí, surgem as perguntas: - De quem é a culpa? Dos pais, da criança, do adolescente ou de um terceiro que emprestou a arma? – A troco de quê? Drogas? Vingança? - No caso das escolas, de quem é a culpa? Do próprio aluno, dos pais ou da direção das escolas, que não vistoriam as mochilas dos alunos? Ou isso é ilegal? É constrangedor? Nesse caso, cabe a justiça criar um dispositivo para por fim às ocorrências. O fato é que cada vez mais se gasta com equipamentos de segurança, câmeras, grades, cercas elétricas e pouco se vê de resultados positivos. A cada dia piora a situação. As famílias estão perdendo suas raízes, suas referências.
No programa “Fala que eu escuto”, da Rede Record de Televisão, acompanhei a enquete e ouvi algumas opiniões de diferentes profissionais. Segundo a universitária Ariane, de Goiânia/GO, “Inconseqüência nas escolas são resultado do sistema de ensino pouco atrativo, da omissão dos pais e das leis de proteção ao menor”. Se sairmos hoje, de casa em
Casa, fazendo a seguinte pergunta: - Essa família é unida? Vocês vivem harmoniosamente? Possivelmente teremos uma média de um por cem, porque noventa e nove por centro das famílias têm algum problema com seus filhos. Os principais são: O uso de drogas, alcoolismo, a vaidade aliada ao desejo de consumo além do poder de compra dos pais. É preciso ficar atento e educar as crianças desde cedo e principalmente evitar as más companhias, responsáveis pelo desvio e perdição de oitenta por cento de crianças e adolescentes. Embora não seja uma tarefa fácil, deve-se mantê-las sempre com as mentes ocupadas. Uma dica é levar crianças e adolescentes para a igreja. Hoje, as igrejas disponibilizam diversas modalidades de cursos que, mesmo sem remuneração, mantém os jovens longe das ruas e das más companhias. A catequese e a música são as mais procuradas pelos pais. Ali se aprende e se encontra verdadeiros amigos, dignos de confiança.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Melhor que 2012
Essa é a opinião de algumas pessoas ouvidas acerca do filme O dia depois de amanhã. A produção de 2004 trata de um cenário apocalíptico em que acontecem mudanças climáticas, não a questão que está na moda sobre aquecimento global, mas sim de uma nova idade do gelo. A grande questão é: 2012, nós fomos avisados é uma trama sem pé nem cabeça, que mostra apenas o caos tomando conta do planeta, não tem algo que prende o espectador à tela, somente o espanto de ver um monte de lugar bonito ser destruído, enquanto O dia depois de amanhã tem toda a luta de Jack Hall em reencontrar seu filho e a luta de cientistas para entender o que se passa no planeta e o que vai acontecer no futuro.
É aí que está a diferença desse filme para 2012. Tido por alguns como a produção cinematográfica mais idiota de todos os tempos. A trama de Nós fomos avisados é toda torta, sem pé nem cabeça, faz o espectador ficar sentado na poltrona com o queixo caído vendo tudo ser destruído sem poder fazer nada, pois já sabe que todo vai ser destruído mesmo. E ainda tem o final patético de um recomeço, ora pois, se nada pode surgir do nada, como a vida pode ressurgir se tudo foi destruído? Os produtores do filme não souberam como responder à pergunta.
Mas em O dia depois de amanhã a história é diferente, pois há um final convincente, que deixa o espectador satisfeito com o filme, e atento ás mudanças climáticas, enquanto 2012 deixa-o apenas espantado e com a sensação de impotência.
É aí que está a diferença desse filme para 2012. Tido por alguns como a produção cinematográfica mais idiota de todos os tempos. A trama de Nós fomos avisados é toda torta, sem pé nem cabeça, faz o espectador ficar sentado na poltrona com o queixo caído vendo tudo ser destruído sem poder fazer nada, pois já sabe que todo vai ser destruído mesmo. E ainda tem o final patético de um recomeço, ora pois, se nada pode surgir do nada, como a vida pode ressurgir se tudo foi destruído? Os produtores do filme não souberam como responder à pergunta.
Mas em O dia depois de amanhã a história é diferente, pois há um final convincente, que deixa o espectador satisfeito com o filme, e atento ás mudanças climáticas, enquanto 2012 deixa-o apenas espantado e com a sensação de impotência.
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